sábado, 2 de maio de 2009

Lá do alto do monte do parque.


Caminhava o homem.
Subida severa, íngreme.
Já não era um jovem,
Mas o esforço se fazia necessário.

O sonho era digno de reis.
Portanto, aquela prova se fazia essencial.
O caminho apresentava suavidades providenciais,
Que deveriam ser aproveitadas.

Repor um pouco das energias e seguir.
Se de tudo nada não mais fizesse, poderia voltar.
Descer ao nível do mar e sossegar.
E daí!

Mas, o alto era o destino.
O tempero morno do sol da tarde e
A brisa suave...o arrepio era apenas e tão somente medo.

Havia chegado!
E ali, na sua frente, um céu de possibilidades se descortinando.
Paisagens de sua vida, a rolar como filme.
O sonho!

Ícaro...

Em seu alforge procurava mais um tanto de coragem.
Mas, talvez não a quisesse encontrar...
Ah! meu Deus, por onde andarás?

E assim,
Como se ouvisse a Sua resposta, caminhou.
O precipício adiante,
Ao seu lado, asas.
Na mente, a liberdade.
No coração, amor.
Senhor, dá-me Tua mão!

E se lançou.
(autor: Anselmo Verissimo)

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