terça-feira, 21 de julho de 2009

O telefone vai tocar.

Estou um tanto ocupado. Meu tempo ficou curto. Meus dias estão passando rápido demais e as tarefas crescem em proporções geométricas. Devo dar conta de tudo. Mas, deixo coisas importantes para trás. Não gosto disso!
Como um sábio faria para resolver essa questão? Creio que faria o que fosse essencial. Não devemos esquecer "o essencial".
Temos tudo de que precisamos. Nos foi dado pelo Criador. Então, não devemos nos lamentar de nada. Possuimos o que podemos. Somos, da forma definida por Ele. Por vontade Dele, temos o livre arbítrio. Mas nunca deixaremos de chegar ao lugar que Ele designou. O livre arbítrio é apenas o caminho que escolhemos. Apenas isso!
Outro dia, pensei que estava só e bastante desanimado. Logo, algo me chamou a atenção: uma fotografia. Tratava-se de um time de futebol. Eram amigos que não via desde sei lá quando.
Comecei a imaginar como estaria cada um daqueles caras. O que estariam fazendo, naquele exato momento em que eu me lembrava de cada um deles. E, sem nem ao menos ter a chance de buscar uma resposta na minha imaginação, o telefone tocou. O susto foi imenso. Achei que estava ficando louco.
A voz do Luiz. Um dos caras da foto. Um grande amigo. Foi incrível.
Ele me disse:
- Meu amigo, que saudade! Estávamos lembrando de você, aqui em casa, e resolvi ligar para saber o que tem feito de bom. Como você está? - ele falava animadamente.
E eu respondi, meio sem sentido, algo que não sei bem como descrever:
- Estou com uma puta vontade de chegar aí pra jogar uma pelada com vocês e tomar muita cerveja. Eu adoro todos vocês.
O Luiz, muito carinhosamente, me disse:
- Mãe, já foi pro céu. Mas pai vai gostar de te dar umas broncas quando você chegar de porre e ficar de ressaca no dia seguinte. Vem logo, meu irmão. Você está fazendo falta aqui. A casa é sua!
Continuamos conversando e colocando o papo em dia. Quase quarenta minutos no telefone. E nos demos conta de que o tempo não passou. O tempo não passa para os amigos. O tempo pára, quando há encontros felizes. Quando uma energia de carinho, afeição e delicadeza envolve um sentimento sincero.
Daí, percebi as graças que recebemos todos os dias. Que não há, de fato, o tempo. Não apenas o tempo, tão somente. Existe a escolha. A vontade. O querer. O "eu vou lá". "Chego lá".
Se fizermos tudo na medida do equilíbrio e com o coração sincero, podemos nos orgulhar dos resultados que conseguiremos. E quando faltar coragem, ânimo e vontade...Tenham certeza de que o telefone vai tocar, e uma voz vai dizer " meu amigo, que saudade". E você vai se sentir o cara mais forte do mundo.
Um grande abraço a todos os amigos. Ontem, foi o nosso dia. E que o seja sempre.
Boa noite!

3 comentários:

  1. Acho que emaranhamentos são as tais elegâncias da providência divina. Coisas que acontecem apenas quando há equilíbrio entre razão e emoção. Gostei da crônica! Bacana!

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  2. Nada é por acaso!! Já vivi momentos de total desânimo, quando sem perceber ocorre algo que te lança longe desse marasmo. Graças a Deus!! Quando não é um AMIGO, é uma música ou até mesmo uma lembrança. Um forte abraço!!

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  3. Não irei me deixar abater pelo desânimo e irei sempre acreditar que um amigo irá ligar e irá me resgatar para a vida.
    A solidão é ruim e não podemos nunca nos deixar dominar por ela.
    A vida é uma só, portanto temos que vive-la intensamente.
    Obrigada por seus ensinamentos... adoro ler vc.
    Beijos

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