domingo, 2 de agosto de 2009

A águia.

Bom dia!
Mais uma colaboração de nossa querida Sandra. Este texto fala sobre superações, renovações e outras formas de se vencer as dificuldades interpostas em nossos caminhos.
Alegro-me com as participações neste espaço. É uma honra ter seus textos postados aqui, Sandra.
Bom domingo e boa leitura a todos.
Creio que alguns já conheçam a história da águia, mas vou citá-la aqui porque é interessante para nossa reflexão. Principalmente para aqueles que já chegaram ou passaram dos quarenta anos.

A águia vive em média 70 anos. Para alcançar essa idade, quando chega aos 40 anos tem que tomar uma séria decisão: como está com as unhas compridas e flexíveis não agarra suas presas; o bico alongado e pontiagudo se curva; as asas pesadas, devido à grossura das penas, curvam-se para o peito. Então, ela possui duas alternativas: morrer ou enfrentar um doloroso processo de renovação, que dura aproximadamente 150 dias.

Este processo consiste em voar para o alto de uma montanha e recolher-se a um ninho próximo a um paredão, não necessitando voar.

Encontrando esse lugar a águia começa a bater com o bico na rocha até conseguir arrancá-lo. Conseguindo, espera pelo nascimento de um novo bico, com o qual vai começar a arrancar suas unhas. Quando as unhas novas crescem, arranca as penas velhas e pesadas.

Após cinco meses voa para viver mais 30 anos - com bicos, unhas e asas renovadas.

Creio que alguns vivam o mesmo drama quando chegam aos quarenta. Primeiro, a dificuldade de reconhecer que estamos envelhecendo e que mais um pouco teremos vivido meio século. É difícil até escrever isso, mas vamos lá. Meio século!!!! Meioooooo séculooooo!!!!! Pronto absorvi!!!! Ufa!!!

Segundo, é perceber que o tempo passa muito rápido e que devemos tomar decisões e fazer escolhas a respeito de nossas vidas. E ao pensar em muitas delas preferimos morrer, de tão dolorosas e difíceis que são.

Nas decisões mais difíceis que tomei na vida, no tempo de preparo para tal, sempre repetia pra mim mesma: vai doer, vai ser difícil, mas vai passar. E também pensava que a dor da covardia de não ter tentado seria muito maior depois de algum tempo.

Confesso que errei muitas vezes nas minhas escolhas e decisões, mas tenho acertado bastante. Sinto orgulho, e também uma tranqüilidade muito grande, em perceber que estou me renovando a cada dia.

E por favor, não deixemos que os traumas, pavores e temores, por problemas vividos, venham a nos endurecer – desestimular - nos transformando em pessoas amargas e rancorosas. Não, por favor!!!

Vivamos para acrescentar, somar e abençoar. Que não saiam dos nossos lábios palavras que não edifiquem. Principalmente para as pessoas que estão ao nosso lado. E nunca deixemos de amar. E que nosso amor nunca seja um peso e sim refrigério.

E para terminar: “Quando o amor vos fizer sinal, segui-o; ainda que seus caminhos sejam duros e escarpados. E quando as suas asas vos envolverem, entregai-vos; ainda que a espada escondida na sua plumagem vos possa ferir”. (Kahlil Gibran)

Bem, encontro-me subindo a montanha. Estou indo devagar. Minhas pernas doem um pouco. Não tenho asas mas vou conseguir. Vocês ainda podem me encontrar no caminho.

“É sempre melhor dois do que um, porque quando um cai, o outro ajuda a levantar” (Bíblia)

Avante!!! A montanha!!!!
Beijos
Sandra Barbosa





Um comentário:

  1. conheço o texto, o video ainda é mais bonito. Parabéns Sandra pela sua sensibilidade. E parabens para voce tambem Anselmo por ter calaboradores tão bons.

    ResponderExcluir

Seu comentário é muito importante. Avalie, critique, fique a vontade.