sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Mais uma do Jeremias!!!!!

Carlos Frederico. Biólogo, Tarólogo, Podólogo, Astrólogo, Psicólogo...Uffaaaa!!!! É o cara!


Sempre um malandro muito divertido, tem fascínio pelos estudos. Resolveu estudar, por conta própria, "Gestão de Pessoas". Pessoas do sexo feminino, para ser mais exato. Tem quatro namoradas. Cláudia é a gerente sênior, em seu apartamento muito bem mobiliado. As três outras participam de um moderno programa de treinamento elaborado por ele. Passam por periódicas avaliações de "desempenho".


Carlos Frederico. Figura ímpar. Dotado de um senso ético inabalável, costruiu sua carreira profissional, em cada especialidade, com requintes de sabedoria e competência.


Mas, o Carlos tem um lado pessoal que teima em ocultar. Foge de uma realidade nua e crua que o acompanha, mas que não é capaz de admitir.


Aconteceu em uma sexta-feira qualquer. Trabalhos encerrados, algumas ligações depois e a noitada estava pronta. Não sem antes dispensar a gerente sênior para o final de semana em sua própria casa.


Início de noite na Lapa. Noitada começando, azaradas diversas e muita cervejota gelada. Carlinhos, como é conhecido entre os amigos, é discreto em suas investidas iniciais. Um chopp aqui, outro alí e as coisa vão mudando de figura. Ou serão as figuras que vão mudando...sei lá!


A caminho do banheiro, observa a lombar e o quadril de uma bela jovem. Jovem como ele, aos 28 anos de idade. Não consegue definir claramente o que parece ser um...não! Quem faria aquilo, logo alí ? Não!


Ao retornar em direção ao seu lugar, não viu mais a bela jovem e sua estranha tatuagem. Comentou o fato com os amigos, que se olharam, e continuaram a animada conversa.


Uma caipirinha para "calibrar", mais um chopp para "lavar" e caminho do samba.


Muita gente bonita. O samba, de primeira. E o sambista eufórico. Carlos Frederico samba como ninguém. Tira uma aqui; outra vem e chama de lá e vai ele bailando feliz pelo terreiro.


Numa dessas, ao fazer a "dama" girar à sua frente, ele parou. Lá estava a tatuagem. Era a moça do bar. "Linda, ela" - pensou.


- O que foi? - indagou, surpresa, a bela garota.


- Isso! - mostrou ele, assustado.


- Nossa! O que tem? O que está te incomodando? Seu nome...? - lembrou, que não haviam se apresentado.


- Me chamo "Jeremias". - a turma, do outro lado do terreiro, "gelou".


- Prazer Jeremias, me chamo Cláudia.


- Cláudia! E você tá fazendo o que, por aqui? - disse transtornado.


- Ora, o mesmo que você. Me divertindo, dançando...


- E me fazendo colocar a mão nesse troço! - o dedo quase no bumbum da menina. - Você deveria estar em casa.


- Que troço? Que casa? - e notou que ele olhava para sua tatuagem.


- Meu bichinho de estimação? - disse, sorrindo.


- Bichinho de estimação? Isso é lá bicho de estimação?


- É sim! Ele é meio grandão, desajeitado, mas eu adoro ele. - disse meigamente.


- Isso é lá coisa que se coloque nesse lugar?


- Mas o que tem? Não dá prá te mostrar aqui, mas é bonitinho...


-Tá doida, é? Eu lá quero ver esse "negoção"? - respondeu bravo.


- Aaahhh! Cara, você está muito doido. Vou nessa! Chega de perder tempo. Adeus!


- Hei! Cláudia. Volta aqui! - ordenou em vão.
A turma rolava de rir. Ele veio chegando meio cambaleante. Cara de poucos amigos. O pessoal foi logo pegando no pé.

- E aí "Jerê", o que houve amigo? - puro cinismo.

- Aquela gata, "hômi"! Maior "troço" desenhado nos "quarto", "mano"! Eu sou lá "cabra" de ficar com a mão naquela coisa? - argumentou, malandreado, fazendo tipo.

- E ainda por cima, é a gata do Carlinhos! Cláudia. Dando "volta" no "chapa"!

- Meu amigo! - disse um dos mais sensatos do grupo - Você precisa ir prá casa. Tome um banho e vá dormir.

- Vou nada! Tô leeegaaaalll!

- Que legal, meu camarada? Vou te dizer: aquela moça, não era a Cláudia, do Carlinhos; você, não é o Jeremias e a tatuagem no corpo da moça, era a cabeça de um elefante, seu "mané"! - a zombaria foi geral e o Jere...Carlos Frede...seja lá quem for, boquiaberto.

- Ih! É mesmo? Ainda bem que o Carlos não viu nada. Fui!!!

A turma se escangalhava de rir com a cara de bobo do Carlos Frederico. Ele foi com o taxista de sempre, que na volta acertava a corrida com o pessoal. Depois cobravam ao Carlos, que nunca acreditava nas histórias.

Ainda bem! Já pensou perder uma figura dessas na turma?

4 comentários:

  1. GOSTEI MUITO DO ESCRITOR!
    DORA LUCIA

    ResponderExcluir
  2. Oi, vim só para desejar um Feliz dia dos Pais para você e para seu pai, viu. Dê um grande abraço por mim, já que não tenho mais a quem abraçar nesse dia. Tenham todos, um domingo abençoado.
    abçs
    Marcia

    ResponderExcluir
  3. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  4. adoro essas historias, criativas, bem-humoradas, me fazem rir, acho que isso é especial... vc tem esse dom, de me fazer rir...

    ResponderExcluir

Seu comentário é muito importante. Avalie, critique, fique a vontade.