terça-feira, 15 de setembro de 2009

Apenas agonia.

Estendi a mão...
Às escuras, não sabia o que procurava.
Pé ante pé, cambaleante, avançava.
Um aroma de orvalho me guiava
E uma náusea, fervilhante, me acossava.

A dor surgia, impiedosa e amiga.
Companheira inseparável na vida.
Guiando o pensamento por todo dia,
Fazendo lembrar a felicidade outrora sentida.

Corpo débil e febril, desestruturado ardia,
Vagando pela penunbra distorcida,
Buscando um encontro, mesmo às escondidas,
Com a paz, nunca antes percebida.

Assim, apenas vaga a alma perdida.
Procurando no fim, o ponto de partida.
Sangue jorrando em hemorragia.
Amor, morrendo a cada dia.


Autor: Anselmo Verissimo

5 comentários:

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  2. Apesar de triste, consegue-se perceber a angústia q o poeta atravessa no momento. E mais q perceber, conseguimos sentir a dor e o desalento em q ele se encontra. Desejo e espero, q tal inspiração causada pela dor e sofrimento, já faça parte do passado e q estajas bem agora.
    Um grande abraço

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Nao gosto de ver toda a sua dor, o seu sofrimento, queria poder tirar isso de vc, faze-lo sempre feliz....

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  5. Oi....estou tentando postar um comentário aqui desde de ontem, mas infelizmente não estava conseguindo. Que texto é esse?? Nossa!!!! Quantas pessoas gostariam de expressar tudo isso de forma literária...quantos não passam por isso?? Muito Lindo!!

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