terça-feira, 15 de setembro de 2009

Como era de se esperar...

Outro dia, comentei com uma amiga botafoguense em um papo pelo MSN: "esse time vai render quando receber bicho". A minha amiga, entre indignada e surpresa, apontou: "então escreve sobre isso...".
Não posso me deixar levar pelas evidências, sem que possa provar. Isso seria um erro tolo.
Mas agora essas evidências podem ser atestadas com a matéria do Lance (abaixo). Portanto, podemos tecer alguns comentários mais sólidos.

O Botafogo vem se organizando como clube. Como se sabe, isso demanda tempo e requer disciplina financeira. Para isso, o investimento no futebol fica limitado. Ficando limitado, os salários de jogadores e comissão técnica são negociados com muita prudência.
No mundo "ideal", seria cabível contratar profissionais que despontam no mercado e buscam oportunidades. Isso, foi feito com o Ney Franco e agora com o Estevam Soares.
Para o elenco, a mescla "ideal" seria: uma base de jogadores tarimbados junto àqueles que estejam no início de suas carreiras. Todos com salários em dia, compatíveis com o orçamento elaborado.
Isso também foi feito pela diretoria do alvinegro.

Mas! E os jogadores? O que vem ocorrendo com o Botafogo, então?

Fácil!

A premiação não foi elaborada conforme o grupo de jogadores que representa a equipe gostaria.

Simples assim.

Eles aceitaram para que seus salários permanecessem em dia. Mas não impuseram o esforço necessário para vencer partidas mais difíceis. Isso nunca será admitido, lógico!

Nem a imprensa amiga irá publicar, evidente!

Mas para nós que gostamos do bom futebol, e somos torcedores, basta verificar os fatos.

Jogos perdidos por falhas individuais, as mais bisonhas; empates, quando a equipe vencia, no final dos jogos; atitude passiva, diante de adversários menos qualificados...e por aí vai!Jogadores que demoram a se recuperar de lesões; seguidos casos de contusões, ou dores que nunca têm justificativa. E tudo isso por que eles não recebem "aquela" primiação por vitórias. Essa premiação chama-se "BICHO".

Voltarei a este assunto na postagem seguinte, onde contarei a origem do termo "bicho" e outras coisinhas mais. Por agora, fiquem com a reportagem do Lance!.

Esse é o lado bandido do esporte mais amado no país.

Grana para impedir desastre de Botafogo e Fluminense
Clubes apostam em bichos para motivar os grupos

Estevam Soares e Cuca buscam alternativas para evitar queda (Crédito: LANCEPRESS)


LANCEPRESS!


Rivais há mais de um século, Botafogo e Fluminense, na zona de rebaixamento do Brasileiro, correm contra o tempo para continuar na Série A. E, assim como no clássico em que acabou tudo igual, a estratégia fora dele também parece ser a mesma. Além de algumas mudanças, ambos estudam premiações extras para motivar os jogadores.
No Glorioso, a diretoria se reuniu nesta segunda à noite para decidir o que será feito para a reta final da competição. Mudanças no comando da equipe e na diretoria foram descartadas pelo vice de futebol, André Silva. Segundo ele, existe a possibilidade de palestras motivacionais e mudanças na forma de pagamento das premiações – o pagamento é efetuado por colocação e poderia ser dado a cada partida.
– Não tem porque mudar. O trabalho está sendo bem feito e são dois excelentes profissionais (Estevam Soares e Anderson Barros). Estou pensando em trazer pessoas vencedoras para conversar com o elenco, ou então trocar a forma de premiação – disse o dirigente.
Do lado do Fluminense, a diretoria está disposta a dar R$ 100 mil por cada triunfo da equipe. Portanto, como o time precisa de dez vitórias para fugir da degola, o prêmio está estimado em R$ 1 milhão. Mesmo após os empates diante do Náutico e do Botafogo, Cuca continua otimista. Segundo ele, o time está na direção certa para reagir na competição.
– Merecíamos ter uma sorte melhor, mas é preciso valorizar a atuação no clássico contra o Botafogo.
Precisávamos de quatro pontos em dois jogos, mas fizemos somente dois. Porém, conseguiremos voltar ao planejamento com uma vitória sobre o Grêmio. Acho que o torcedor gostou da entrega, da luta e do equilíbrio tático – finalizou.

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