sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Para um jornalista equivocado.

Algumas frase marcantes no universo do futebol:

"Quanto mais trabalho, mais sorte tenho"
"Pênalti, não é coisa que se perca"
"Quem não faz, leva (gol)"
"Eu não gosto de futebol. Gosto mesmo é do Botafogo"

Esta postagem está diretamente relacionada a uma matéria do Jornal dos Sports escrita pelo Júlio Gracco - jgracco@jsports.com.br - que coloquei mais abaixo. Uma lástima. Como um profissional pode ser tão desrespeitoso com a paixão de uma torcida e sua maneira de se expressar?

O autor da matéria - desculpem a franqueza - demonstra total falta de conhecimento para analisar um esporte tão complexo em seu desenvolvimento e emoções.

Sim! Embora pareça simples, o futebol é de uma complexidade enorme em sua estrutura:

- Não é um esporte de precisão;
- A equipe mais fraca pode vencer facilmente a mais forte;
- As valências físicas são diversas, entre os setores do time;
- Elas devem se harmonizar em prol do conjunto;
- As individualidades superam as táticas;
- A força física não é determinante;
- A falha individual altera os resultados mais previsíveis, apesar de um conjunto superior;
- E finalmente, para arrematar as frase do início deste texto: "Torcida não ganha jogo".

Creio que uma matéria lamentável como aquela justifique a preferência de alguns veículos televisivos em contratar profissionais do esporte para seu quadro de comentaristas. Junior, Neto, Falcão, Casagrande, Arnaldo Cesar Coelho, Jose Roberto Wrigth, não nos trariam a informação, tosca e descabida, de que determinado atleta errou a execução de uma jogada, por causa de "olho-gordo" vindo das arquibancadas.

Faça-nos o favor...

A torcida botafoguense é tão apaixonada como qualquer outra no país. Mas ela não é cega. Ou burra. Sabe que o Lúcio Flávio, por exemplo, é um "amarelão" mesmo. Ela não o queria no time, mesmo antes de se transferir para o Santos.

A equipe tem sérios problemas estruturais e de liderança interna (vide, briga do Jônatas).

Discute-se ainda: as premiações em atraso;  as do campeonato brasileiro; salários e contratações para a próxima temporada. Tudo isso, em meio a competição. Pior que isso, vimos na era Bebeto, com a demissão e re-admissão do Cuca, lembram?

A Sul-Americana, deste ano, está devidamente resolvida, sendo notória a diferença de atitude dos jogadores, naquela competição. Não se espantem se o Botafogo chegar ao título. O projeto, é esse. E a segunda divisão seria lucrativa depois de uma conquista internacional. Os cofres estariam devidamente abastecidos, pois com um investimento mais modesto atrairia muito mais público do que na série A.

Não sou contra nada disso, desde que a entidade esteja alicerçando seu futuro. Penso instituição e não apenas em time de futebol.

Tem mais: alguns jogadores foram equivocadamente valorizados, casos de Juninho e Leandro Guerreiro, tendo os contratos prorrogados e causando desestímulo a outros atletas. Talvez ao próprio Lúcio Flávio, um desanimado convicto.

E para encerrar por hoje, e só por hoje, como diria o grande Hélio Fernandes: o time é mesmo muito ruim, prezado Gracco.

Mas a torcida, meu caro jornalista, não tem culpa de ver futebol melhor do que você, que pelo visto provou o gosto de estar junto a um torcedor de arquibancada pela primeira vez.

Lamentável! Tantas linhas, em um jornal especializado em esportes, e nenhuma informação.

É! Está dito.

De um botafoguense apaixonado pelo futebol.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Relaxar e curtir a boa música.

Amigos deste blog!

Hoje tem noite de música, amizade e diversão. Visitem o Velho Armazém, em Niterói. Música de qualidade e ambiente acolhedor. Confiram! Estarei lá, jantando e curtindo a maravilhosa música do Marvio Ciribelli.


É! Está dito.


Forte abraço a todos. Espero por vocês!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Uma vocação para o erro!

Explicação para as constantes derrotas para o Flamengo pode estar no pessimismo da torcida alvinegra.


Júlio Gracco - jgracco@jsports.com.br


Quando quer, a torcida alvinegra dá show!!! (Legenda de fotografia da torcida botafoguense em festa)

Por toda a rivalidade que se criou, a dor de uma derrota para o Flamengo machuca zilhões de vezes mais. Por que, mesmo com elenco e comissão técnica renovados, os anos passam, a sina continua e os jogadores fracassam quando enfrentam o maior rival? Muito se diz sobre a ação de forças ocultas, das incoerências do imponderável, nunca sobre a força do pensamento - negativa - dos próprios alvinegros. As coisas não acontecem só com o Botafogo por acaso, como você verá na reportagem a seguir.

Como disse o príncipe Hamlet, na famosa peça de Willian Shakespeare, "O bem e o mal não existem, o pensamento é que os cria". Reféns da deformação de seus conceitos, os alvinegros constroem sua história por linhas sinuosas, numa aventura tão perigosa quanto a corrida do clube para escapar do rebaixamento.

No clássico de domingo, as medidas de segurança fizeram com que a torcida alvinegra fosse realocada em setores do estádio que não estava acostumada a ficar, um deles localizado próximo à tribuna de imprensa. Do cubículo cheio de jornalistas, envolvidos por camisas branco e preta de todos os lados, pude acompanhar de perto o comportamento dos torcedores momentos antes de Lucio Flavio efetuar a sua cobrança.

"Acho que ele vai errar. Ele é amarelão. Botem outro!", esbravejou um senhor de cabelos grisalhos ao meu lado. Cerca de dez torcedores, nervosos, preferiam ficar de costas para não ver o pênalti. Outros tantos emitiram uma rajada de pessimismo com um olhar penetrante, que diminuiu o tamanho do gol na mesma intensidade de força com que deu asas ao goleiro adversário para efetuar a defesa. Resultado: o Botafogo perdeu o pênalti e a torcida alimentou ainda mais o seu pessimismo.

Hamlet pode até ter tido um final trágico, mas ao menos sabia com o que estava lidando. Pior para os botafoguenses, que culpam o mundo sem saber que o problema pode morar mais perto do que imaginam. O pensamento positivo pode ser, definitivamente, a saída para o reencontro com aquilo que os torcedores mais querem resgatar: o orgulho de ser alvinegro.

Velhice.

Cortante;
Chocante;
Dilacerante;
Conflitante;
Claudicante;
Petrificante;
Paralisante;
Mortificante...
A velhice abandonada!
Elegante;
Edificante;
Calmante;
Cintilante;
Abundante;
Confiante;
Gratificante..
A velhice acarinhada!

Resplandecente de luz e paz
Seja teu coração, que tudo sabe,
Que a tudo vê.

Seja tua alma leve.
Que percorra os céus, como os anjos de amor.
Pois, que se essa terra, já não mais consideras tua,
Teu, é todo o meu amor.

domingo, 25 de outubro de 2009

Desejo (parte dois)

...aquilo não estava acontecendo. O que significa tamanha intimidade? - era o meu questionamento.

Tentava demonstrar uma postura madura e segura. O encantamento não deveria ser maior do que o respeito e a admiração profissional. A pergunta veio cortante como a lâmina de um samurai:

- O que você vê? - ela fez um sinal com a mão direita descrevendo seu corpo.

Um silêncio eterno. Uma pane mental que pareceu uma eternidade.

- Vejo você! - respondi da forma mais cínica e descomprometida, ajeitando o nó da gravata.

Uma gargalhada divertida provocou um arrepio em minha coluna. Aquela mulher estava me testando. A minha paciência, inclusive. Nunca me senti muito confortável em situações de assédio. Havia algo a ser decifrado em todos aqueles sinais. Uma mulher com todo aquele estilo, não estava exatamente se expondo. Sim, havia algo estranho.

- Você entendeu a pergunta. Não está confiante o suficiente para descrever a mulher à sua frente? - isso foi a pura crueldade feminina, que ela exercia com sabedoria.

- Tem uma mulher à sua frente, não tem? - Clara estava incrivelmente sensual e determinada a me constranger.

- Não, Clara! Não tem. Eu vejo alguém a quem devo satisfações profissionais: resultados financeiros. E ponto! - aquilo me pareceu demais, mas precisava dizer.

- Nós ainda estamos trabalhando? - ela continuou a ofensiva - Achei que você estava totalmente relaxado.

Clara levantou-se e veio para o meu lado. Um calor repentino percorreu meu corpo. A proximidade com uma mulher inteligente, lindamente sensual e intrigante, me deixava ansioso. E ela em momento algum pareceu hesitar naquilo que me parecia ser sua intenção maior: sedução.

Ela pegou a minha mão. Fez uma análise da palma. Olhou detidamente os dedos e as envolveu com suas mãos, transmitindo um calor impressionante. Clara parecia hipnotizada. Seus olhos brilhavam com uma intensidade indescritível. Seu corpo, muito próximo, irradiava uma energia envolvente de sensualidade. Um perfume exótico tomava meus sentidos e me guiava por sentimentos indecifráveis, que eram um misto de desejo, medo e excitação. Ela soltou seus sapatos, usando os próprios pés. Levantando minha mão, enlaçou seu corpo com meu braço e recostou sua nuca no meu peito. Fez com que seus seios fossem levemente pressionados pelo meu braço, que se postou em diagonal no seu corpo. Deslizou seu braço esquerdo pelo meu abdômen e sua mão pousou na minha perna esquerda. Ela estava de costa, com parte do seu corpo sobre o meu. Eu podia ver seu rosto suave e inebriado. O nariz, delicado e afilado, fazia um sutil movimento na respiração, em compasso com o tórax, que inflava a cada movimento. Seu seio firme elevava meu braço direito, agora pousado no prolongamento do seu ventre firme e macio. Ela apertava levemente meus dedos e fazia carinhos suaves na minha mão. Colocou a palma sobre sua barriga e fez com que eu percebesse um muito leve movimento do seu quadril, em elevação discreta. Num gesto de acomodação, elevou seu corpo até que seu rosto ficasse muito próximo ao meu. Seu perfume detonou todos os meus sentidos. Eu já queria aquela mulher. E esse sentimento pareceu existir desde o segundo anterior ao da criação dos tempos. Mas uma ponta de racionalidade era necessária, para que nada perdesse o controle e causasse dano irreversível àquele clima fantástico.

Sua mão fazia movimentos laterais sobre minha perna esquerda. Deslizava para a parte interna da coxa e provocava uma excitante sensação.

Foi muito mais forte. Minha mão subiu pelo seu ventre e acariciou seu seio. Seu rosto voltou-se para o meu e nos beijamos. No início, suavemente. Apenas os lábios se tocando. Sentíamos o sabor de cada um de nós. Ela virou seu corpo na direção do meu e sua perna direita ficou sobre a minha. Escorregamos nossos corpos e ficamos deitados. Parte do meu corpo sob o dela. Nossos beijos eram intensos. Amamos-nos. Momentos intensos de desejo e paixão. Entregamos-nos totalmente aos carinhos. Tínhamos a química perfeita e os sentidos apurados. Nosso suor e saliva se misturavam em um néctar afrodisíaco a nos alimentar com vigor intenso.

Amanheci só.

Não me situei, por instantes.

Logo, a condenação do ato. “Não devia ter acontecido!". Senti-me usado. Um fraco e inconsequente.

Estava nu e sentia frio. Um vazio me consumia...

- Bom dia, meu amor! - ouvi a voz de Clara, que estava de pé e trazia uma cesta com pães, café, frutas e geléia.

- Sabe que temos muito trabalho hoje, não sabe? - disse ela, me beijando os lábios com suavidade.

- Suas roupas estão prontas. Vamos tomar nosso café traquilamente. A diretoria se reunirá em duas horas e meia. Espero que você esteja se sentindo bem e tranquilo. Temos muito tempo para esclarecer tudo isso. Sei que ouve um momento mágico e você está totalmente confuso...

- Clara! - interrompi com alguma firmeza - isso não devia ter acontecido, creio eu. Foi tudo maravilhoso. Mas parece que está direcionando minha vida, além do que seria o normal no campo profissional.

- Não! - ela falou com calma, colocando o indicador da mão esquerda nos meus lábios - sei tudo sobre você. Sei, muito mais agora, que o amei de verdade. Meus planos não são por esta noite. E nem simplesmente por ter me encantado por você. Meus planos são para uma vida que pretendo para mim. Eu apenas estou convidando você a fazer parte dela. Mas terá que tomar uma decisão difícil. E sei que um grande homem dará o passo que julgar o mais adequado. Como disse, temos tempo. A reunião será aqui. E nada se decidirá agora. Neste instante quero estar com você, como uma mulher feliz e realizada. O mais virá logo. Mas com muita segurança e tranquilidade. Tem um grande desafio em sua vida, meu querido. Espero que possa tomar a melhor decisão - e colocou uma fatia de pão com geléia em minha boca...

(continua em uma próxima postagem)

Shows imperdíveis...

Amigos deste blog. Na postagem abaixo, a divulgação de shows do Marvio Ciribelli. Imperdíveis! Seus convidados abrilhantam o espetáculo e a diversão é garantida.

Vale conferir! No Rio de Janeiro e Niteroi, noites mágicas de talento e criatividade.


É! Está dito.


Bom show a todos.

Filipetas.





domingo, 18 de outubro de 2009

Fim, de fim de semana...bacana!!!!!

Sim, chegou o tão esperado horário de verão. Amanhã cumpro um ritual que comecei, exato, no primeiro dia do primeiro horário de verão. Vou tomar um café, ou chopp; caipirinha ou Dry Martini (será assim que se escreve?...rs) vendo um fim de tarde com sol.

Mirando o Cristo, a nos abençoar, do alto de seu pedestal maravilhoso. Maravilhas do Rio!! E, o mais importante: bem acompanhado. Adoro esse horário, pois o carioca é ainda mais carioca.

Lembro-me de quando morei no Leme. Abria a porta do apartamento às 18 horas, de Brasília, 17 horas, no horário normal, vindo do trabalho. Sol. A camisa ficava no encosto da primeira cadeira que encontrava. Os sapatos formavam uma pequena trilha até o banheiro. Ali ficavam calça e cueca. A sunga, logo estava elegantemente acomodada no corpo, deixando um pequeno prenúncio do que hoje seria chamado "cofrinho" (rs).

Naqueles dias, meus 74 Kg eram milimetricamente distribuidos por 1,72m de altura. Índice de massa corporal comparável ao de um atleta olímpico. Invejável. 1988. Saía pela Demétrios Ribeiro, Prado Júnior, Atlântica e calçadão. Seis quilômetros depois de uma corrida em ritmo de treino, um Futevôlei. Mais adiante, choppinho no Sat's, com um galeto na brasa sempre especial.

Os papos, sempre variados: futebol; mulher; mulher; futebol; mais futebol; mulheres, mais ainda: "Opa! Olha aquela gata alí..." (rs).

Naquele tempo tudo funcionava. O tempo, era tempo de tudo. De trabalho e diversão. De namoro e compromissos. Sem internet. Ah! se tivesse...(rs).

Era o riso sacana, a piada na ponta da língua: "Homem casado com mulher feia, em final de semana comprido adoece!". Isso, aos berros...

O flerte! A moça linda, ainda de biquíni, com aquela saída de praia de crochê. Era possível observar sua curvas perfeitas, o tônus. Seios ideais. Bumbum, hum! Isso tudo, sentada confortavelmente em uma cadeira de praia na calçada da Barata Ribeiro. Chopp na mão direita e uma coxinha, do melhor galeto da região, na outra. Pura sensualidade. O "barato" era oferecer um guardanapo. Celular? Sai fora, cara! No guardanapo seguiam telefone e endereço. Aquilo sim era torpedo!

É, isso também dá saudade.

Existem variados estímulos, que nos dão saudade. Até, talvez, um filme macabro: "Carrie, a estranha". Nem sei em que ano. Fellini, Coppola, Steven Spielberg. Alguns gostam, outros não. Mas são motivos de saudades, por algum filme que produziram.

Assim segue a vida. De saudade em saudade. Não é a saudade, que entristece ou endurece o ser humano. É a perda que a motivou. E não são os fatos que nos deprimem. Alguns de nós é que somos depressivos, por nos sabermos incapazes de dominarmos nossos sentimentos incontidos.

Ciúmes pode ser vertente de saudade. Hipocrisias também.

Mas isso é tema para a próxima semana. E sei que minha querida amiga, Drª. "F", gostará de brincar com ele também.

É! Está dito.

Morrendo de saudade, esse moreno que já foi "barriga de tanquinho"!

Boa semana a todos.

Uma querida colaboradora.




Querido leitor.

Voce deve estar se perguntando de onde surgiram alguns belos contos e poesias, com uma linguagem nova, em nosso espaço.

E perceberam ainda, uma nova assintura: Drª. "F".

Algumas pessoas, que a sorte divina me fez conhecer, passaram por este blog e o acharam simpático, acolhedor (rs). Pelo menos foi o que me pareceu que sentiram. E fizeram alguns comentários carinhosos, que até resolvi colocar como postagem. Ensinamento e gentileza da Hanna (http://sobretudoqualquercoisa.blogspot.com/).

Mas a Drª. "F", em conversa de fim de noite, depois de uma caipirinha servida do jeito certo (o mineiro, sem coar), e muitas horas de histórias divertidíssimas, ou trágicas, se revelou amante do escritos. E olha! Que escritos. Sugeri que ela criasse um blog, para que pudesse compartilhar sua sensibilidade com mais pessoas. Ela me lembrou das tarefas de seu agitado e curto dia de trabalho. Curto, pois quase não dá tempo de resolver tudo em apenas 24 horas. A nossa querida Drª desempenha funções importantes em nossa sociedade, e não se achou segura, o suficiente, para manter um blog. Disse que seria muita responsabilidade e esse comprometimento não está nos seus planos atuais. Perfeito, Drª - disse eu, vislumbrando uma solução para não calar tanta emoção - escreva no meu blog. Eu serei seu pseudônimo, brinquei. E ela adorou a idéia!

Mas como isso seria falsidade ideológica; apropriação indébita da cultura e conhecimentos; uma farsa..(.rsrs)resolvi criar a Dr.ª "F".

Sei que gostarão de tudo que vier com essa assinatura. Não tenho dúvidas. Quem sabe, aos poucos, essa pessoa incrível não se revela a todos. Eu gostaria muito que assim fosse. Mas estou feliz em saber que por seu intermédio esse blog enriquecerá os corações de muitos.

Beijos, querida Drª. "A casa é sua!"

É! Está dito.

Ah! vou correndo pro quarto. Vai começar a F1. Nosso "almirante" está no comando.


Bom domingo.

A saudade do nunca mais saber ou sentir...


Ainda ontem passei por lá.

Revi as paredes que ouviram nossas conversas, discussões, frases de amor; revi a cozinha de momentos de aconchego em que me alimentei de ti; revi a cama de lágrimas quentes no travesseiro, de suores cansados, de entregas sem tempos ou limites.

Agora me vejo aqui frente a um corpo inerte e desnudo, fixo da rigidez completa e generalizada, um olhar midriático a me fitar, conjuntivas secas e córneas opacificadas em um sem fim de mensagens que não consigo decifrar; orifícios naturais da face que não mais me ouvem gritar – volte, venha -, não mais me beijam com volúpia, não mais me cheiram com desejo insaciável, neles. Só a secreção sanguinolenta se apresenta; o tórax simétrico e sem lesões não mais acelera com as minhas palavras, escoriações antes avermelhadas, são meras lembranças pardacentas das brincadeiras recentes de amor; o abdômen que aconchegou meus cabelos sobre ele esparramados, não vibra mais das risadas, não se move mais com soluços do pranto incontido; a genitália externa masculina, antes viril, quente e pulsátil, agora limitada a uma frieza sem gozo, sem jato, sem semente de vida; membros superiores que antes me abraçavam com vigor, que acarinhavam com delicadeza, imóveis, congelados em um último momento de aceno; membros inferiores sem movimentos anormais; aqueles contorcionismos típicos para me envolver , para me rodear, me fazer chegar ainda mais perto e mais fundo; o dorso onde tantas vezes me deitei e me esqueci, só mostra livores de hipóstase. Mas em um momento eu vi, Sinal de Benassi, em região temporal, orifício de entrada de projétil de arma de fogo com fuligem nas bordas, sinal de bonnet, tronco de cone na tábua óssea e vi mais além, vi ainda a pólvora na mão.

E como se nada mais me restasse descobrir, a certeza da perda da vida pela vontade. A saudade. Mas essa Saudade? Isso é saudade diferente. É dor que tira o fôlego, que carrega a alma, que destrói a mente. É a saudade sem perdão, é a saudade do nunca mais saber ou sentir – o que quer que seja - se está bem ou mal, já não mais está somente.


Drª. "F"

sábado, 17 de outubro de 2009

Técnicamente, saudade!

Saudade é dor diferente.
É cólica do coração
É lombalgia da alma
É angina em queimação
É dor crônica e pungente
É infarto do tesão
Lesão nervosa do tato
Excruciante no olfato
Cefaléia da vontade
Artrite do pensamento
Em salvas no bem-querer
É síndrome dolorosa convergente para o tálamo que
Alcança o sistema límbico trazendo a recordação.

Drª "F".

De uma amiga anônima (por opção)!

Como já disse alguém que conhecemos ... há quem sabe amar sem saber do amor.

Fiz dessa possibilidade meu modus vivendi – arranjo temporário que possibilita a convivência entre elementos antagônicos e a restauração do equilíbrio afetado pelo conflito rsrsrs. Não discutir a semântica, mas obediência ao sentimento, ao impulso, sem questionar as razões.

Não pergunto como, deixo que se apresente; não pergunto quando, deixo que se revele; não pergunto onde, deixo que se determine; não pergunto quem, deixo que me possua ...

Mas já o vi: nas vezes em que acreditei perseverantemente, duvidei com certezas; castiguei com carinho, acarinhei com rigor; rasguei palavras de sentidos dúbios, inventei significados para significantes inexistentes; aceitei os erros, errei nos caminhos; ouvi sem atenção, escutei com a alma; concedi sem cobrar, cobrei sem precisar; calei a frase, gritei o silêncio. Enfim ... a atitude.

Infinito enquanto dure, já disseram ... Correto, porque para sempre é tempo demais para amar sozinha. Quem sabe amar não ama sozinha porque sabe que quem sabe amar só conjuga o verbo no plural.

Drª. "F" (Médica, que ama a vida)

Do micaço ao espetáculo!!!!!!!

Começou confuso! A Glenda ensinando sobre poças (rs); chuva e transtornos com microfones; adiamento. E a hora passando veloz (mais que os pilotos, àquela altura!).

Sem muitas pretensões, o trio Galvão/Reginaldo/Burti foi montando uma transmissão de gala. Para estudantes de jornalismo esportivo (minha paixão), uma aula imperdível de como segurar um horário; um buraco na transmissão. Não posso me alongar muito sobre esse tema, pois me faltam conhecimento e competência para tal. Se dentre vós, leitores deste blog, existir alguém que tenha assistido àquela transmissão, por favor, sinta-se a vontade para nos esclarecer detalhes.

Meu negócio é o "Barrika".

Que show!

Um épico!

Fenômeno!

Um artista!

Uma estrela!

Aliás, nessa lógica hollywoodiana, já sei que filme nosso "Barrika" estrelaria:


"VIAGEM AO FUNDO DO MAR"

Esse cara é bom mesmo, debaixo d'água. Devia pilotar submarino. Almirante "Mike Nelson Barrika", será a personagem do nosso bravo piloto.


Meu queridos leitores. Sou um brasileiro convicto de que tudo de melhor está nessa terra (até piloto de fórmula um). De verdade. Torço pelo Rubens e fiquei admirado de sua técnica e sensibilidade na condução daquela máquina esquiva. Fantástico mesmo. O carro dele era o único a seguir no traçado mais rápido. Não haviam aquelas "balançadas" características do piloto rápido mas de pouco equilíbrio no pedal direito.

O Rubens é bom, sim. Cometeu equívocos ao longo da carreira, por não querer ser o "P1". Queria apenas grana. E tem todo direito em assim pensar. Creio que com a idade chegando e a aposentadoria quase lhe sendo forçada no início do ano, a ficha caiu.

Aí está o nosso brasileiro podendo apimentar o mundial de pilotos. Vamos torcer para que a velha fama de azarado não roube a cena. Mas acredito em trabalho, amor e determinação. E agora, acho que o "Barrika" está nessa linha.

É! Está dito.

Amanhã, fortes emoções. E o Galvão que se segure ao microfone. O bicho vai pegar!

Era um comentário. Mas ficou lindo, querida Rosane. Publiquei!


E por falar em saudade....



O que a saudade pode nos ensinar?

A saudade tenta nos ensinar que o tempo não volta, que as oportunidades não vem em dobro e nem nossos amores são pra todo o sempre.

A saudade deixa, de uma forma dolorida, aquele gosto na boca de quero mais, nos ensina que o hoje é a saudade de amanhã, que o ontem é o gosto da lágrima, deixa aquele pensamento "e se fosse diferente?"


A saudade não é vilã, é educadora.



Nos ensina o gosto amargo do não se permitir, não deixar amar, não querer viver a vida ...

A saudade nos ensina o que é bom, guardar os momentos e querer de novo, de novo, de novo... aquele beijo interrompido, aquele abraço que pode ser mais apertado, aqueles minutos a dois que gostaríamos de transformar em horas.


Saudade é uma palavra que faz parte da vida de todos...



Quem um dia sentiu saudades, é por que um dia sentiu felicidade.

E quem já sentiu felicidade na alma, sabe o que amar!


bj

Micaço em tempo real...

Boa tarde!

Hoje tem treino da F1, em Interlagos, às 14 horas. Muita chuva. Pista inviável para a pilotagem...apenas 18 minutos de treino livre pela manhã.

Mas diversão sempre tem. Se não for na pista, tem na transmissão.

Chamada do Globo Esporte: Glenda Koslowski.

- Bom dia, telespectador. Sabe o que é isso? - apontando para o chão. Uma poça d'água ((?), ahan)! E sabe o motivo? ...tchan tchan tchan tchan...

- Água! Muita água...

Glendinha! Faça-nos o favor. Poça d'água (sabemos o que é, viu!), só poderia ser mesmo resultado de água. Muita. Ou pouca, também.

Mas valeu, Glendinha. Você já mostrou sua competência. E nós entendemos que ao dizer água, você queria, na verdade, dizer: "Chuva! Muita chuva"...

Se o treino já começou assim, imagina o que vai acontecer nessa corrida!

Em Interlagos, o nosso "Barrika"  se supera.

É! Está dito.

Ótimo fim de semana para vocês.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

"SAUDADE AMOR, QUE SAUDADE..." (Dona Ivone Lara)

Boa noite, pacientes leitores deste blog.

Ando afastado dos escritos e das postagens de música, poesias e etc...ah! Rubinho (rs). Aliás, ando meio desligado, como diz a música. Não sei nem bem como definir tal momento. Me julgo bem ocupado. Final de ano pintando e meus afazeres aumentando em proporções geométricas na empresa. Mas hoje resolvi que seria um dia diferente. Vou ao samba no "Coisas da Antiga!". Lá em Itaipú, Avenida Central. Beberei cerveja geladinha com um caldinho de feijão, no tempero...curtirei Noel, Cartola e Cavaquinho...deixarei vibrar os cantos de Portela, Estácio e Mangueira, bem dentro do coração...

Ah! E vou chegar de manhã em casa...mas antes vou tomar café na padaria.

Tá com inveja?

Então sente o nome do estabelecimento: Padaria Santa Luzia. Em São Francisco! Posso estar mais bem acompanhado?

Depois que chegar em casa, nem me deito. Banho frio...por que a renite alérgica me maltrata. E vou estar com a minha Joinha! Jóia. Outro dia contarei o dramático nascimento dessa cadelinha linda...e terá foto da danada! A orla de SANFRA, nos espera...ela arrasa, dá show de charme e beleza...linda!

Enfim, vamos relaxar e nos divertir um pouco pois não somos de ferro.

Ah! Falei pacas e nada disse de interessante. Então, como bom moço que sou (rs) vou deixar um presente que a minha querida amiga, Rosane Dutra, enviou. Grato, Rô!


Texto: Saudade – Miguel Falabella 


Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.

Um tapa, um soco, um pontapé doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa,
dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim.

Mas o que mais dói é a saudade.

Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade de um filho que estuda fora.

Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.

Saudade do pai que morreu,
Do amigo imaginário que nunca existiu.

Saudade de uma cidade.

Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.

Doem essas saudades todas.

Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.

Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde.

Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.

Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor,
ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.

Saudade é basicamente não saber.

Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.

Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu.

Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada;
se ele tem assistido às aulas de inglês, se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial;

se ela aprendeu a estacionar entre dois carros; se ele continua preferindo Malzebier;

se ela continua preferindo suco de melancia; se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados;

se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor; se ele continua cantando tão bem;

se ela continua detestando o MC Donald’s; se ele continua amando;

se ela continua a chorar até nas comédias.

Saudade é não saber mesmo!

Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos;
não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento;
não saber como frear as lágrimas diante de uma música;
não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer.

É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos.

É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.

Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer…

Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo
agora depois que acabou de ler.

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Ah! Quem não tem uma saudade companheira?

É! Está dito.

Bom fim de semana a todos, desde já, com saudades.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Prazer (?).

A temperatura se eleva.
O suor escorre pela face rubra.
A tensão aumenta, e o toque
Provoca tremor.

As mãos, trêmulas, já não conseguem se guiar,
Procurando o encontro,
O desencontro. O prazer.
A razão inexistente. Gozo.

Não há domínio dos sentidos.
Tão pouco se vislumbra uma razão.
A secura na boca, em êxtase,
Desencadeia voluptuosa sensação.

Sofreguidão, escárnio, torrentes de ilusões
Aquecidas na fogueira perene da paixão.
Bocas, peitos, mãos e sexos em harmonia
Atônita e inebriante, a buscar uma verdade:

O amor (?), que não precisa haver.
A dor, que irá nascer.
O tom, que grave será.
A vida, que ainda assim seguirá.


(Anselmo Verissimo)

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Cultura e arte. A trajetória de um músico brasileiro de talento: Marvio Ciribelli.

Marvio Ciribelli desenvolveu seu jeito próprio e inconfundível de lidar com música. Tendo estudado com nomes como Luizinho Eça, Antonio Adolfo e Ian Guest, hoje Marvio toca samba, bossa, baião e choro com a liberdade de um jazzista. Com 10 discos gravados, tem passagens internacionais significantes, como por 4 vezes no Montreux Jazz Festival (Suiça). Marvio Ciribelli tem composições próprias lançadas na Alemanha, Inglaterra e Japão.


No Brasil, a carreira de Marvio Ciribelli já tem uma estrada de 20 anos. Tanto apresentando trabalho próprio quanto acompanhando artistas como Bibi Ferreira, Altay Veloso, Arthur Maia, Nilze Carvalho, Vanessa Rangel, Chamon, Ronaldo do Bandolim, José Tobias, Chico Batera, Michael Carney, Alex Malheiros e Mamão (do grupo Azymuth) e Jan Dumée (do grupo Focus). Sempre apresentando projetos que envolvem música de qualidade, Ciribelli teve como destaque o Fazendo o que Gosta, que aconteceu no Bar Orquídea (Niterói-RJ) entre 2002 e 2004.

Alem dos músicos e cantores citados acima, Marvio sempre contou com a presença de artistas muito talento em seus shows e projetos. Gente como Freddy Cole, Blas Rivera, Bia Bedran, Daniela Spielmann, grupo Azymuth, Marcos Ariel, Chico Chagas, Marcio Bahia, Arthur Maia, Ronaldo do Bandolim, Silvério Pontes e Zé da Velha, Nivaldo Ornellas, Nicolas Krassik, Fred Martins, Rogério Souza, Marcos Valle, Carol Saboya, Beto Caletti, Mark Lambert, Marcio Hulk, Nelson Faria, Mário Sève, Marcel Baden Powell, Mauro Costa Jr, Laércio de Freitas, o grupo holandês Focus e vários outros.

Marvio Ciribelli tambem produziu o CD 21 anos do grupo Azymuth, a trilha sonora do longa A Terceira Morte de Joaquim Bolívar. Alem de dar aulas particulares, Marvio ministra Workshops de improvisação, harmonia e piano moderno, tanto no Brasil quanto no Exterior, como aconteceu na Internacional Association of Jazz Educators (EUA), no Musifest (Niterói-RJ), no Maceió Jazz Festival (Alagoas-RJ), etc.

Além de suas próprias músicas e parcerias, Marvio também apresenta em seus shows, composições de Ernesto Nazareth, Ary Barroso, Noel Rosa, Jacob do Bandolim, Chiquinha Gonzaga, Waldir Azevedo, Chico Buarque, Tom Jobim, João Bosco e Aldir Blanc.

Em 2005, Marvio se apresentou na Sexta Edição do Ibitipoca Jazz Festival (MG), fez a programação do Festival de Bossa Nova Usinas Culturais na Zona da Mata mineira, fez a direção musical de projetos de Choro e Bossa no Rio Design Leblon e produziu um trabalho, breve em CD, envolvendo todos os membros do grupo Focus (Thijs van Leer, Pierre van der Linden, Bobby Jacobs e Jan Dumée) e os brasileiros, Marcio Bahia, Mário Sève, David Gang, Thaís Motta e Rogério Fernandes.

Em 2006, Marvio Ciribelli lançou seu terceiro CD gravado ao vivo no Montreux Jazz Festival, que se chama Marvio Ciribelli AO VIVO com aditivo. No CD, composições próprias como a bossa nova Romance, o choro Nazareth na Confraria e os sambas Turma da Gafieira e Samba Partido. Além disso Marvio produziu os festivais "Rio: Bossa Nova com aditivo" na sala Baden Powell, em Copacabana–RJ e o Mauá Jazz, em Visconde de Mauá–RJ. Marvio começou a apresentar seu novo projeto Armazém da Música: A Bossa das Quintas.



FONTE: http://www.myspace.com/marviociribelli

sábado, 3 de outubro de 2009

Olimpíadas 2016. E agora?

Estamos abarrotados de chavões, após a divulgação da cidade sede das olimpíadas em 2016: "O Rio de Janeiro continua lindo", "Sou carioca com muito amor", "Rio, cidade maravilhosa"...enfim, tudo o que se dizia há anos. Sim, meus caros. O Rio sempre foi lindo e maravilhoso. Desde as décadas de 30, 40, 50...Porém, notem, leitores de mais idade: a qualidade de vida em nossa cidade vem caindo, década após década. 



Surge outra oportunidade para que o Rio de Janeiro se torne, de fato, uma cidade boa de viver. E o povo do Rio deve assumir essa responsabilidade. Seremos a janela por onde o mundo verá o Brasil. Isso! Não se trata apenas do Rio de Janeiro. Como diz a música: "ficar de frente para o mar e de costa para o Brasil, não vai fazer desse lugar um bom país" (Milton Nascimento e Fernando Brant). Muito menos nossa cidade.



Sete anos de trabalho, disse o Sr. Nuzmman. Viram!? Tem prazo de validade? Então é isso? Sete anos? Tá! Beleza. E depois?

Agora, povo carioca, chegou a hora desta que foi: "a capital cultural do pais". Temos que nos mobilizar por tudo que diz respeito aos próximos "UM MILHÃO DE ANOS, AQUI". Isso mesmo! Sete anos o cacete. Corruptos, fora! Marginalidade, fora! Tráfico, fora! Milícias, fora! Enfim, fora com tudo que atormenta a tranquilidade e prosperidade de um povo alegre e inteligente.


Mas até para se fazer isso, deve haver responsabilidade e compromisso. Educação. Convencimento de que nada do que está aí, hoje, vale mais a pena. Os dirigentes eleitos devem sentir nas costas o peso de cada voto recebido. E no cangote, o bafo de um eleitor atento.

Rio. Lindo Rio de Janeiro. Povo bonito e feliz. Não vamos ficar nessa ressaca pelos próximos sete anos, vamos? Junto a esse tal comitê olímpico, vamos arregaçar as mangas e dizer um basta a tudo o que nos tira das ruas e nos tranca em nossas casas. Viram como foi feito para convencer o mundo de que a olimpíada deveria ser realizada aqui? Pois está aí o exemplo. Ou mesmo o que foi feito para que voltasse ao congresso o projeto de "político ficha limpa".



Então:  carioca, mineiro, paulista, nortista e nordestino, sulista...vamos fazer desse lugar um bom país. O mundo está de olho. Podemos. Acreditem. Que se comece junto com o tal comitê. Mas que dure para  sempre o trabalho de construção de um grande país. Não há mágica. Basta vontade. E a nossa vontade é aquela que vai para as urnas. E a avaliação começa agora.



O Rio está na vitrine. Nós estamos na vitrine. Temos que colocar aquele "sorrisão" malandro e bonito no rosto e sair por aí dizendo: " O MEU RIO SERÁ AINDA MAIS BONITO, MAS O MEU PAÍS AGORA É MUITO MELHOR".  Não duvidem. As coisas boas desse país começam aqui. Lembrem-se das  "Diretas já", "Impeachment " e "os caras pintadas". São tantos, os fatos relevantes.

É isso aí! Está dito.
 Bom fim de semana a todos, com as graças de São Francisco.