terça-feira, 13 de outubro de 2009

Prazer (?).

A temperatura se eleva.
O suor escorre pela face rubra.
A tensão aumenta, e o toque
Provoca tremor.

As mãos, trêmulas, já não conseguem se guiar,
Procurando o encontro,
O desencontro. O prazer.
A razão inexistente. Gozo.

Não há domínio dos sentidos.
Tão pouco se vislumbra uma razão.
A secura na boca, em êxtase,
Desencadeia voluptuosa sensação.

Sofreguidão, escárnio, torrentes de ilusões
Aquecidas na fogueira perene da paixão.
Bocas, peitos, mãos e sexos em harmonia
Atônita e inebriante, a buscar uma verdade:

O amor (?), que não precisa haver.
A dor, que irá nascer.
O tom, que grave será.
A vida, que ainda assim seguirá.


(Anselmo Verissimo)

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Isso deu bulha, mais de um ano depois...rsrs (Anselmo)

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