quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Um cavaleiro e o seu templo.



Chegando ao grande altar, cansado, deitou-se. Pediu a Deus que o perdoasse. Não queria parecer desrespeitoso. Apenas precisava repousar por alguns minutos. Lutou muito. Em alguns momentos, com as próprias mãos derrotou inimigos antes invencíveis. E seguiu. Destinou sua vida a isso. Grandes batalhas. Conduziu sua riqueza. Nunca se curvou a ela. Pensou antes no todo. Acreditou fielmente que podia conquistar os espaços necessários a uma prosperidade espiritual. Devotou sua vida ao caminho. Nele, ditava a paz pela força da espada. Sua defesa? A grande cruz gravada no peito.

O grande amor celestial ocupou seus sentidos por toda vida. Não esmoreceu. Defendendo reis e plebeus como legítimos irmãos, foi temido e respeitado. Amado, admirado e odiado. Nunca sentiu pena, compaixão ou raiva. Fazia o que era preciso. Precisamente.

Abriu caminhos. Criou pontes. Edificou cidadelas. Não dormiu ou comeu, vigilante por aqueles que nele confiavam. Frio, chuva e calor eram dádivas a elevar seus mais nobres sentimentos. A visão do grande templo era o esplendor de sua vida.

Sabia-se útil. Pensava que chegaria o dia em que nada daquilo seria necessário. E descansaria. Em paz. Feliz. Alegre. Tal dia nunca chegou. Não para aquele ser humano diferente. Único. Guerreiro. Cavaleiro dos mais altos graus. Sinopse dos mais virtuosos ditos. Uma estrela. Um guia.

Naquele momento, repousado no altar, sentiu o corpo leve. Sua visão era turva. Sua temperatura diminuía, mas estava confortável. Suas mãos relaxavam. Sua respiração suave e tranquila.

Queria forças para voltar à sua missão. Não conseguia mover um músculo. Não era essa a sua vontade. Porém, sentia o corpo aconchegado. Mas, precisava...

A força e riqueza da nobreza de talento e dedicação ficaram gravadas pelas terras de Jerusalém. Uma armadura (virtude intransponível). Um cavalo (sutentáculo de força e confiança). Uma espada (medida exata de justiça). Uma cama em um canto (sublime voto de humildade). Deus (o caminho).

Assim era, naqueles tempos idos. O homem, a força da fé e a virtude. Uma glória. Uma honra. Um voto. Voto!

Em quem você votaria, hoje? A quem você confiaria a segurança de seu caminho? A quem você pediria socorro e saberia ser atendido? Alguém que você ouvisse os conselhos?

Sim! Temos muito que pensar. Mas pensar não dói. Constrói.


É! Está dito.

Boa noite!

3 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Que texto!! Muito bommm! (Me lembrei do "mestre", rs)
    Pensar constrói, mas as vezes dói! rss.
    bju

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