terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Um só.

Em cada passo, um ato,
Um laço, o nó.

Em cada canto, um pranto,
Um manto, o pó.

Em cada lance, um instante,
O bastante, o só.

E em cada semblante, o alcance,
O deslize, a dó.

Em cada passo,
Em cada canto,
Em cada lance,
Em cada semblante,
Um só, bastante.

E, num instante,
A vida, de um só.
 
(Anselmo Verissimo)

2 comentários:

  1. Vivas à sensiblidade que produz beleza e poesia! Os que o leem tomam para si um pequeno fragmento daquilo que o inspirou. Se tiver sido dor,a estarão reduzindo em ti; se tiver sido amor,o estarão recebendo de ti. A vida é uma espécie de sarau de poesia para aqueles que se dispõem a poetar.
    Grande abraço e siga assim.

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