domingo, 22 de novembro de 2009

Meu Thor!!!!! Uma saudade imensa...

Meu Thor nasceu em 31/08/2004, o Ramon e Cristianni eram os donos dos pais do meu Thor. Nessa época, estávamos terminando a construção de nossa casa em Itaipuaçu. Foi tudo tão engraçado e complicado...

Era o dia 19 de setembro de 2004, véspera dos aniversários meu e de minha esposa. Morávamos no bairro do Fonseca, em um apartamento de 2 quartos que estava ficando pequeno para o nosso casal de adolescentes, meus enteados. A construção da casa, de quatro quartos e muita área externa, chegava ao fim e fazíamos os acabamentos.

Entro no apartamento, vindo do trabalho, por volta da 20 horas. Bem no início do Jornal Nacional. Coloquei minha pasta no quarto e voltei para a sala, a fim de assistir ao noticiário. Tanto na ida, quanto na volta do quarto, ouvi alguns sons esquisitos vindos do quarto das crianças, mas não dei importância, pois as vozes indicavam que todos estavam em casa e se divertiam por algum motivo. Relaxei e assisti ao meu jornal tranquilamente.

Enquanto assistia ao jornal minha esposa saiu do quarto e veio sentar-se junto a mim. Trocamos algumas idéias sobre a casa, que sempre deu muito trabalho para ela. Na fase inicial teve que administrar tudo sozinha, pois eu trabalhava em Vitória durante toda a semana. Contamos algumas coisas sobre nossos trabalhos e fomos jantar. Mas, algo estava estranho. As crianças não saíam do quarto.

- E os meninos? - perguntei.
- Ah! Estão no quarto brincando. - a resposta dela saiu meio entre risos.
- Tem alguém com elas? Primos, coleguinhas...? - era normal alguns dos amiguinhos do prédio ou um dos primos estarem em nossa casa.
- Tem um amiguinho deles aí, sim. - ela continuou diferente, mas divertida.

Sempre fui meio distraído para certas coisas. Como tudo parecia bem, desliguei. Jantamos e nossa conversa só girava em torno da casa. E assim começou.

- Querido, acho que vamos precisar de um cachorro para tomar conta da casa. - ela sondava...
- É, pode ser. Mas seria legal que fosse um filhote para nós "educarmos" do nosso jeito. - eu já havia conversado esse assunto antes.
- Pois é, né! Bem novinho fica mais fácil de "educar". - ela falava com aquele jeito divertido, que me deixava desconfortável.

Como não sou muito curioso, mas percebo as coisas no ar, indaguei de forma direta.

- Tem alguma coisa estranha, aqui. O que está havendo? Houve algum problema? - fui meio incisivo demais, acho.
- Bem, não sei! Mas não acho que seja um probema.- ela me falou meio sem jeito, agora.

Só podia ser com as crianças. Levantei e fui direto para o quarto. Ela, apressada, me seguia. Abri a porta com rapidez e os dois, sentados em suas camas, me olharam assustados.

- Oi! Anselmo...- minha enteada falou primeiro.
- Oi! - disse o menino.
- Vocês aprontaram alguma hoje e sua mãe não está conseguindo me dizer. Vamos lá. Qual foi, dessa vez? - estava preocupado, pois os dois eram muito levados.

Minha enteado se afastou da cabeceira da cama e me apresentou.

- Anselmo, este é o Thor. - era lindo, o cão.

Mas não estava nos planos ainda. Nossa mudança seria no fim do ano. Faltavam mais de três meses. Esse bicho iria crescer demais para morar em um apartamento tão pequeno. Os vizinhos reclamariam. Mas o cara era lindo! Lindo mesmo.

Bem, depois de muitas ponderações, reclamações e caras feias...o cara ficou. Tinha vinte dias de nascido e foi desmamado antes do tempo. A mãe teve doze crias e não conseguia amamentar a todas. Recebemos um manual de instruções, da Cris. Dentre as 2.649 orientações, uma me chamou a atenção: "Nos primeiros dias o filhote vai chorar muito. Afinal, foi tirado da mãe e dos irmãos e colocado em um ambiente estranho. Ele deve dormir perto de alguém que possa pegá-lo no colo quando chorar....".

Agora, veja você: eu, de babá de cachorro. Era só o que me faltava. Decretei: " Não quero choro de cão no meu ouvido de madrugada."

Na terceira noite sem dormir direito, falei para minha mulher trazer o bicho para cama. Ela ficava zanzando com o cara no colo, durante a madrugada, para que ele não chorasse. Deu pena! (que saudade)

Ela deitou com ele em seus braços, e como era de se esperar, adormeceu. Aquele gemidinho enjoado do cara continou. Parece que percebeu o sono da minha mulher. E eu ali. Na minha. Quietinho. De repente ouço um arranhar de unhas pelo travesseiro. "Não, lá vem ele", pensei. E veio. O danado veio. Decidido. Firme. Autoritário. Mandão. Espaçoso. Amoroso. Uma "focinhada" no meu ouvido. Nem me mexi. E aí, o meu Thor deitou a cabeça entre o meu pescoço e o meu peito e dormiu a noite toda...desculpem, não consigo mais esccrever.