terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Show Geraldo Côrtes e Vivian Benford 13 de março!

Salve, pessoal!

Perdão pelo sumiço, mas sabe como é né... O ano só começa, de fato, agora... E começa muito bem!

Vamos ao que interessa:

***SHOW 13 DE MARÇO***

Sábado, 13 de março, divido a noite com minha querida amiga, a cantora Vivian Benford!

Serviço:
Geraldo Côrtes e
Vivian Benford
Dia: 13 de março, sábado, a partir das 20hs
Local: Espírito das Artes - Cobal do Humaíta - 2º piso - Rio de Janeiro
Entrada: R$15,00

(Por sinal, gravamos mais um dos nossos covers gringos - como este aqui - e estamos preparando mais um vídeo. Aguardem!)

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***BAIXEM O DISCO***

domingo, 21 de fevereiro de 2010

A normalidade...

OBRIGADO, VASCO! UMA GOLEADA, JOEL SANTANA E A TAÇA GUANABARA. O BOTAFOGO AGRADECE.


É! ESTÁ DITO.

CAMPEÃO

Volver a los 16...

Esta é uma postagem que faço com muito carinho. Não que as demais não fossem feitas. Mas esta tem um algo a mais pois volto aos meus dezesseis anos de idade. Foi quando encontrei meu primeiro grande amor. Thê. Era chamada assim. Uma contração quase absoluta, de seu nome peculiar. Nome este que ficará preservado, lógico. Era a morena mais incrivelmente linda. Corpo deslumbrante, no alto de seus vinte e um anos. Uma beleza feroz, aguerrida, insinuante, quente. E eu tinha 16 anos, próximo aos dezessete. Um menino.
Inacreditavelmente o encanto nos envolveu. Assim como as dúvidas e os questionamentos. Estávamos em 1976, ora! Quem admitiria, livremente, uma mulher de 21 anos com um garoto de 16. Hoje em dia seria assédio sexual (rs)...os tempos!
Nossa paixão foi fulminante. A vi chegar vestindo uma canga. Estávamos na região do lagos. Eu batia papo, dentro d'água, e o assunto era a morena que estava na mesma casa que nós, mas que eu ainda não conhecia. Ela havia chegado no dia anterior e eu naquele dia, indo direto para a praia. Ela fez aquela pose natural e estonteante para estender a canga na areia. Sabem qual, né?
Enfim, namoramos por seis anos. Um namoro espetacular. Livre, natural, apaixonado. Éramos tudo, um para o outro. Nos amávamos e entendíamos por música. Aquela música!!! Forte, vibrante, intensa, livre como nosso amor. Uma música nossa. Única.
O namoro acabou. Precisou que fosse assim. O motivo? Só Deus sabe. Teria que ser assim e foi. Simples. Como éramos nós. Mas a música sobrevive para trazer as melhores recordações.
Um dia, quem sabe falo mais sobre isso...
Samba Pa Ti - Carlos Santana

É! Está dito.

De prima!

Lembre-se:

"o equilíbrio se localiza exatamente entre os dois extremos. Tão mais fácil será, quanto menor for a distância entre eles. Mas, terá valido a pena?"


(Anselmo Verissimo)

O poeta das cavernas infindas de sentimentos e contradições.

Nossa! Acho que esse título foi fundo demais (rs). Porém, nada melhor me ocorre. Meu tema: Cazuza. Na verdade, a música do Cazuza.
Gosto dos que falam das coisas que vivem ou viveram. Fantasias são pertinentes e, por vezes, relevantes. Mas sou feito na fornada daqueles que gostam de entender pela experiência. Prefiro saber muito sobre poucas coisas, a saber pouco sobre muitas coisas. E isto me torna bem ignorante sobre muitas coisas...(rs).
Gosto de um bom grupo de discussão, mesmo que a conclusão a que se chegue não leve a conclusão alguma. Vale pela boa conversa, a troca de informações sobre a vida. Infelizmente, sou assim: meio desconcertante, deselegante, contraditório, inculto, ignorante...mas faço a vida acontecer sob minha ótica.
Imagino alguns ícones de antipatias(?), do tipo: Paulo César Lima, Nélson Piquet, Lobão, Noel Rosa, Chiquinha Gonzaga, Renato Russo, Ciro Gomes, Lula, Brizola... pelo amor de Deus! Não estou me colocando em nível de comparação a estas celebridades. Estou citando - referências - pessoas que nunca se importaram com clichês, modo politicamente correto e polidez, para tratar de assuntos que lhes dizem (ou diziam) respeito ou emitir opiniões sobre o que acontece ao seu redor.
Bem, é assim que gosto. Então, gosto do que Cazuza fez com sua arte. Ele tinha cara.
No filme sobre sua vida, a discussão que causou a separação entre ele e o grupo Barão Vermelho se torna, sob meu ponto de vista, o destaque da vida profissional do poeta. Ele queria a liberdade de cantar e fazer música. Não queria só o rock e as baladas. Queria também o samba, o morro, a rua. Queria a cultura e o lugar de coisas verdadeiras, não importando sob que forma de som ou ponto geográfico: se samba e morro ou praia e rock. Ele queria a poesia das coisas de verdade, dos sentimentos humanos mais temidos: a perda, o mêdo...vejam, Cazuza cantando a poesia de Cartola. Uma história ocorrida na vida do poeta da Mangueira.

Quem viu o filme lembra de outra cena em que Cazuza, e Bebel Gilberto criam: "Eu preciso dizer que te amo". Existe um momento em que divergem sobre uma frase. Cazuza se retira. Alguns minutos depois retorna com a frase chave da música. A letra retrata um cotidiano de amor, ternura, entrega e renúncia. Coisas, que bem sabe quem as viveu. Ouçam a gravação original da composição. A que foi levada para o filme. É linda!

E assim o poeta foi destilando sua angústia, vivendo sua vida (...louca vida...) sob a regência dos seus sentimentos (só, e apenas seus), mas que resolveu expor ao julgamento de todos, pouco importando a ele o que dissessem. Afinal, quem tinha o que dizer era ele.

Então! É como acontece. Tem pessoas com as quais você senta e aprende em horas de prosa. Elas vão ali, "contando casos, besteiras..." e nós, a viajar nos contos, letras de música e poesias, que muito nos valem quando nelas nos encontramos ou nos perdemos.

Mas sempre haverá um outro poeta que saberá dizer algumas coisas de dentro de nós que nos eram desconhecidas. E aí, é hora de abri a porta e sair de novo pelo caminho, buscando. Sempre será tempo de novas buscas ou de novos caminhos. Ou ainda, de novos poetas!

UM FORTE ABRAÇO, MEU QUERIDO CAZUZA! E VOCÊ TINHA MESMO RAZÃO: "O NOSSO AMOR A GENTE INVENTA".

É! Está dito.

Bom domingo a todos.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Do tempo e do sentimento.

A chuva acariciava a pele quente.
A brisa morna trazia o aroma das flores,
Misturando-se com o perfume dos corpos ardentes.
Os sons ecoavam suaves e fascinantes.


Os pensamentos se confundiam entre prazer e medo.
O inesperado, o novo, a surpresa.
A descoberta transformando uma calma infinita
Em volúpia, entrega, paixão.


Os sabores se encontrando,
Os contornos absorvendo o desejo,
O coração em arritmia.
Toda uma vida, por um dia.


Lucidez e vibração.
Tremores, absolvição.
Carinhos, tentação.
Amor, ilusão.


(Anselmo Veríssimo)

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

E a diferença continua grande...mas o Botafogo vence e vai a final.

A mudança no botafogo era lógica. Mas a entrada de um zagueiro mostra que o Joel não quer mesmo jogo. O Flamengo segue melhor, trabalhando mais as jogadas e já mandou uma bola no travessão, com o Wagner Love livre na pequena área. Ou seja: de que adianta mais um zagueiro, se um baixote como o Wagner vai lá e confere pelo alto?
O Flamengo, apesar da maior posse da bola, não voltou com o mesmo ímpeto do início do primeiro tempo. Mas o Botafogo erra tantos passes que o Flamengo não tem maiores preocupações defensivas.
Uma situação de jogo ridícula, protagonizada pela pouca intenção do Botafogo em tentar vencer o jogo. O jogador Marcelo Cordeiro recebe livre no seu campo de defesa e parte até próximo à grande área do Flamengo, ficando sozinho entre 3 jogadores do Flamengo, até perder a bola infantilmente. Por boa vontade do árbitro não recebeu um cartão amarelo, ou até vermelho, por agarrar o Toró.
O jogo está morno. Sem criatividade. E a torcida do Fla já pede o Pet.
Aos 25 minutos, Joel Santana prepara a entrada de Caio. O jovem jogador pode dar alguma criatividade e velocidade para o Botafogo. Pelo lado do Fla, vem o Pet.
No Botafogo, sai aquele que não chegou a entrar(?), Lúcio Flávio. No Flamengo, sai Vinicius Pacheco para a entrada do Gringo.
As marcações do árbitro continuam confusas e um tanto tendenciosas. Caio sofre uma falta clamorosa, pelas costa, a bola sai pela linha de fundo, tocada pelo jogador do Flamengo, e o juiz marca tiro de meta.
Uma grande jogada do Petckovic deixa Adriano livre para marcar, na pequena área. A bola vai pela linha de fundo. O jogo agora está lento e sem criatividade. Um golzinho traria mais emoção.
Vejam: a mesma jogada ocorrida sobre o Caio acontece agora a favor do Flamengo e a falta é marcada. Se sair um gol...a bola vai pela linha de fundo. Córner para o Flamengo.
Fisicamente o time do Flamengo parece mais inteiro que o Botafogo. Mais força e velocidade. Uma diferença gritante. Com isso, parece que o Flamengo está administrando o jogo e pode ganhar a qualquer momento.
Herrera sente caimbras e pode sair para a entrada de Renato Cajá.
E o futebol continua feio e sem inspiração, apesar das mudanças efetuadas pelos treinadores. O Marcelo Cordeiro recebe cartão amarelo. Em jogada pior, Juan não é sequer advertido verbalmente.
Quarenta minutos de jogo. Casualmente, outro gol do Botafogo, em mais uma confusa atuação da defesa rubro negra. Assim as coisas podem se complicar um pouco para o Flamengo...e o Joel pode estar vivendo um daqueles dias em que tudo dá certo.
O Botafogo deve tentar se defender até o final. Jefferson começa a fechar o gol. O Flamengo vem com tudo para cima do Fogão.
O jogo fica mais movimentado e a entrada do Caio melhora a saída de jogo do alvinegro. A torcida do Fogão cala a do Flamengo.
Quanto tempo haverá de acréscimo? O árbitro indica 3 minutos. E o Flamengo continua nervoso e faltoso a esta altura do campeonato.
A entrade de Fierro não foi bem sucedida, pois ele erra muitos passes.
Últimas tentativas do Flamengo e nem o Pet consegue controlar os nervos, errando passes fáceis.
E o garoto Caio continua infernizando a defesa do Flamengo e sofrendo faltas seguidas.
Acaba o jogo! O Botafogo é finalista da taça Guanabara.

A discrepância técnica e, fundamentalmente, de inteligência.

O jogo entre Flamengo e Botafogo começou muito veloz. O Botafogo obteve duas situações de gol em jogadas de abafa, sem a menor elaboração. Casuais.
O comportamento defensivo do Botafogo e a maior, mas muito maior, qualidade técnica do time do Flamengo, logo se sobrepuseram ao fraco time do Botafogo.
E foi numa falha bisonha na saída de bola do Botafogo que o Flamengo fez o seu gol.
O Flamengo continuou tocando a bola com categoria e simplicidade, com ampla movimentação de seus jogadores e o Botafogo estático e apático. É impressionante como o Botafogo parece amarelar quando joga contra o rubro negro da Gávea. Um time sem vontade e sem criatividade. Mas, com uma única jogadinha, medonha, o Botafogo conseguiu seu gol. Bola cruzada na área, Loco Abreu escora, a defesa do Flamengo se confunde, como de hábito, e o Marcelo Cordeiro acerta um belo chute, após defesa espetacular de Bruno num chute do Herrera a queima roupa.
Empate em 1x1, mas sem nada modificar o panorama do jogo. Até então, 33 minutos de jogo, nada de se ouvir o nome de Lúcio Flávio. O omisso.
Nesse ponto começam as lambanças tradicionais nesse jogo. E, como sempre, causadora de muita polêmica. O Fahel, que já havia levado cartão amarelo, deu um tranco normal de jogo e recebeu o segundo cartão, sendo expulso. Os botafoguenses partiram para cima do árbitro, que está um tanto rigoroso com o time da estrela solitária e, inacreditavelmente, conseguiram reverter a expulsão. O árbitro, auxiliado(?) pelo bandeira, passou o cartão para o Fábio Ferreira, que deve ser um sósia do Fahel, assim como Pelé era do Romário...que coisa, amigo!
O Flamengo é muito melhor que o Botafogo, e ainda por cima joga com mais inteligência. O time rubro negro toca muito bem a bola, não só pela maior capacidade técnica, como também pelos espaços incríveis que o Botafogo oferece, pois a movimentação de seus jogadores é sempre equivocada em função do nervosismo que toma conta do time alvinegro.
O jogo terminou empatado no primeiro tempo, com muita confusão até entre os comentaristas da Globo. É José Roberto, se não fosse o Luiz Roberto...rs
Creio que o Joel vai tirar o Fahel no intervalo do jogo. Nervoso e inoperante na marcação, cometeu diversas faltas desnecessárias. E acredito que o time venha com mais vontade para o segundo tempo. Seria a única forma de equilibrar a maior categoria do Flamengo.
É rezar para que as jogadas aéreas deem resultado, pois só existe isso para o Fogão.
Já o Flamengo tem o Pet no banco. Imagina só o gringo cheio de vontade de calar a boca do tal dirigente do Mengão?
Os times estão voltando para o segundo tempo. Esperamos que o juiz se acerte.

Beleza de carnaval, Tijuca! Grande campeã do "Segredo".

Em homenagem ao grande carnaval dos tijucanos, mando este vídeo aí. Quem se aventura a desvendar esse segredo? Os jurados, boquiabertos, ficam incrédulos, tamanho o efeito visual que se apresenta.

CENAS FORTES, DE VIOLÊNCIA E MUTILAÇÃO. SE TEM UM CORAÇÃO FRACO, NÃO ASSISTA A ESTE VÍDEO...rsrs.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Entendeu, né?

Já imaginou se experimentássemos metade do que pensamos que sabemos? Já pensou? Pare e pense um pouco. Seríamos, quem sabe, quase um deus. O deus todo poderoso do saber, que a tudo vê e pode.
Engraçado é que pode-se dizer uma batelada de coisas idiotas, e os inteligentes (?) interlocutores, não as entendendo, curvarão à pouca sapiência que possuem, tornando-se pobres inocentes atentos a numa besta, um ser bestial. Lembram dos discursos de Hittler? (vejam o vídeo do Fábio Rabin...rsrs...magnífico exemplo...genial, o cara!). E assim vem acontecendo neste pobre início de século XXI. É a "bestalidade" da "bestialidade".
Fale! Fale muito, de forma que nem mesmo você entenda o que está falando. Depois pare, olhe fixo para cada um daqueles que o ouviam e faça aquele poderoso olhar do "entendeu, né?". O que virá em seguida pode ser comparado a aplausos frenéticos. A pessoa dirá, entre surpresa e descomposta: "não...é...sim, claro! Perfeitamente. Você tem toda razão." Algo assim meio que...entre um papo cabeça do Gil com o Caetano ou o Galvão Bueno querendo mostrar conhecimentos de futebol. Ninguém entende nada. Mas os caras estão por aí, "dizendo".
Acho que é por isso que o Faustão conduz a ética e moralidade política dos seus super, máximos e perfeitíssimos "artístas-amigos-convidados", não os deixando falar. Imagina se um cara desses fala algo lógico e claro? O Fausto tá ferrado. Talvez, por este motivo Djavan, Lulu Santos ou Chico não sejam mais convidados para o programa dele. Será!? Hum, acho que ainda tem gente pensando por aí.
Pensamentos...Aos que pensam e não se encucam, meus fervorosos aplausos. Agora! Se você não entendeu nada do que tentei dizer...Não se preocupe! Estamos aí, na média. O importante é o charme do "entendeu, né?".
Beleza? Vou encerrar. Entendeu, né?
Brinque com isso. É divertido. Mas, cuidado. É sério, também.
O motivo deste tema? Assisti ao desfile de uma das escolas de samba, sem o som da tv. Não entendi nada do que passava pela avenida. Mas, se estivesse ouvindo o Luiz Roberto, a Glenda, o Haroldo e toda turma do plin plim...rs.
É! está dito.
Ah! Quase me esqueço. Nesta tocada do que falamos aí em cima, segue um vídeo fantástico de um acervo pouco pesquisado. Na época, ninguém entendeu muito. Mas eram bons demais. Eles não entenderam por que não eram entendidos e se foram...
NOVOS BAIANOS

Pelos bailes que a vida dá!

Máscara...
Máscara viva de trapaças,
Máscara envolta em arruaças,
Arruaças de máscaras que não cabem em ti.

Máscara, que sempre a deixa desnuda na praça,
Escondendo-se de quem nem te vê quando passas,
E ainda assim a faz disfarçar-se, de ti...

Máscara...
Que usas pra sempre como carapaça,
Entendo que ainda uma vida na basta,
Por que mais do que tu...
É a vida que passa.

(Anselmo Verissimo)

sábado, 13 de fevereiro de 2010

O Bar Semente e minha querida Teresa Cristina.

Lembram que falei do Bar do Semente, na postagem do João Bosco com o Yamandú? A história do tiroteio e coisa e tal?
Calma! Não encontrei o registro visual do fato, mas tem aí um vídeo muito legal da turma que estou indo assistir agora na Lapa. Vocês, que por acaso não conheçam o lugar, podem ter uma idéia de como ele é, ou era.
O Rio, de tantas coisas boas e simples.
Lá, era o lugar!

Agora, amigos, estou indo pro carnaval. Só volto amanhã...

Beijaço a todos!

A senhora, viúva, acredita e observa. O Led Zeppelin sabia.

E falando em coisas da antiga, eis que o telefone toca. Meu amigo "Zé"! Começamos a falar de carnaval, dos blocos para hoje e lembrei da postagem que preparei , e que o tinha como personagem.
Em algum dia do século passado (pior que foi...), anos 80, conversávamos animadamente sobre futebol, música, shows e rock. Mas, nossa saudade naquele momento era o Led Zeppelin. Uma banda incrível, que nos embalou namoros inesquecíveis e proporcionou momentos mágicos, bem no auge de nossa juventude. Jogávamos juntos e apelidamos a defesa que compúnhamos de "Muralha do Inferno", era duro passar por um de nós. Pelos dois então, impensável. Que tempo bom!

Íamos para os treinos no Fluminense ouvindo rock do bom: Dire, Deep...Mas nossa banda era o Led. E o hino: Stairway to Heaven. Uma canção magnífica, que anos depois passou a ter um significado filosófico importante para mim. Uma referência bíblica (Génesis 28 - 10) ..."Eis que eu estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei voltar a está terra, por que te não desampararei, até cumprir eu aquilo que te hei referido"


Não sei se foi esta a inspiração para a letra da música. Mas como ouvinte, fui imediatamente remetido ao sonho de Jacó: " ...a Casa de Deus, a porta do céu". Este vídeo, curiosamente, insinua alguns simbolismos visuais que imagino despretensioso, assim como pode ter sido a letra. Mas...vai saber, né? Apenas curtam, como eu curti naquela época. Eu e meu compadre "Zé".

Meus queridos leitores: LED ZEPPELIN

Se dirigir, fique em casa. Se for um chato, durma!

Aos bons palhaços, a alma do riso.

Só ri quando bebe, mas bebe para rir.
Bebe, ri, faz bobagem e perde o bom da festa.
Se deprime e se detesta,
Se reprime e se contesta.

Faça assim:
Alegre-se, divirta-se, encante-se
E esqueça tudo o mais que imagina saber.

Saiba que nada sabe, e que tudo se vai.
Não por que você comande, ou permita,
Mas por vontade Daquele que tudo faz.

A alegria de uma boa gargalhada é impagável,
Quando se sabe que a máscara é usada apenas no carnaval.

"Quanto riso...quanta folia...mais de mil palhaços no salão..."

(Anselmo Verissimo)

E tome de gente boa...o João sabe tudo.

Esse gaúcho é fera. Tem uma, com o Yamandú, que é demais.
Noite de quinta feira na Lapa, Bar Semente. Eu, Rafa Leite e sua irmã Lu (saudade de Alvorada, que ela canta divinamente) e mais uma gata que não me recordo o nome. O evento era o sacode Evaristo, uma noitada de choro que rolava às quintas, no Semente. Só fera no minúsculo palco. Gente que toca maravilhas da música nacional. No intervalo uma canja do Yamandú, que ficava com a tradicional garrafa de cerveja em baixo do braço circulando pelo bar. Divertidíssimo.
Senta o gaúcho e ataca a viola com Manhãs de Carnaval...já ouviram essa música com ele? Ouçam. Se eu a encontrar por aí vou postar. Estavam todos em silêncio, viajando pelas notas e inspiração do genial Yamandú. De repente, ouve-se um estalido (Pá!!!) o Rafa fica puto: pô, isso é hora de bater pandeiro? - disse nervoso. Pandeiro nada, Rafa, é tiro - eu disse. Um alvoroço. Mais tiros. Muitos. Todos no chão. Nós, que estávamos perto da janela, fomos para baixo da mesa.
Mas...o violão do gaúcho continuou emitindo aquele maravilhoso som. Todos esticamos os pescoços timidamente para ver se o doido permanecera sentadinho no banco, toncando o violão. Ninguém no banco...aquele figura estava deitado no chão, tocando carinhosamente seu violão, como se a vida fosse a mais simples poesia, que milhões de guerras não impedem de ser recitada. E ficamos nós ali, todos, deitados. O bar foi literalmente ao chão, solidários com aquele momento único de talento, genialidade e amor a arte. Assistimos ao resto da apresentação deitados no chão. E foi demais!
Curtam Yamandú, com o João Bosco. Já notaram como sou fã do João, né? E reparem como ele se surpreende com algumas aventuras do gaúcho e sorri, feliz com o talento ao seu lado.

E, por hoje é só meus queridos. Espero que tenham gostado. Amanhã tem mais. Quem sabe, com alguma boa prosa sobre o sábado de carnaval, onde espero assistir Teresa Cristina e grupo Semente, na Lapa.

Bons sonhos. Me diverti muito, nesta noite.

Como a bola procura o craque (rs), Linha de Passe...

Amigos e amigas desse blog, queridos leitores.
Sou "doido" com futebol (linha de passe na praia é tudo), música, instrumento musical...enfim, o talento artístico me encanta.
Quem vagueia pela madrugada da Lapa e dá uma chegadinha ali pelos lados do Bar Semente ( será sempre ) encontra jóias raras da música brasileira. Gente que a mídia não foi buscar, mas os artistas de verdade encontram e gentilmente nos apresentam estes gênios. Aproveito o carnaval, época em que o samba é para todos - sem preconceitos - e lhes apresento um talento, que vi em algumas alegres madrugadas da Lapa desfilando sua arte.
Com vocês, para alegria do João Bôsco: HAMILTON DE HOLANDA.

Carnaval é bom, né? O moreno aqui tá inspirado...nem dormi...daqui a pouco praia e a tarde bloco do Carioca da Gema...cheio de alegria no coração e muito boas intenções...rsrs.

SURPRESA!!!!!!!!!!!!!!!!!!

É, fizemos algumas alterações. Arrumando a casa, formatando as idéias, dando uma nova cara ao espaço de nossa conversa. Sugestão astrológica.

Mais humor. Alegria. Divertimento. Afinal, quem é tolo o suficiente para acreditar no Frejat? Rir, só faz bem para a nossa saúde. Quanto mais, melhor...

Então divirtam-se com essa aula de locução e comunicação de Bruno Mazeo. Muito criativo e observador do cotidiano - não fosse filho de quem é - tornou-se genial em seu humor.

Riam muito...descontraidamente e sem pudor. Se é bom, cai na gargalhada ...para desespero dos idiotas da objetividade (?).




Bom carnaval a todos.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Desejo (final)

...(desejo (post de 20/09/09);desejo (parte dois) (post de 25/10/09)...continuação.

Tomamos o café em silêncio. Nos olhamos todo tempo. Atração, encantamento, confusão. Estava permitindo que o rumo de minha vida fosse traçado à revelia de minhas intenções. Nunca permiti que isso acontecesse. Sei de minha competência e dedicação a tudo que diz respeito à minha profissão. Mas, estaria optando pela acomodação e oportunismo?

Meu celular tocou e despertamos para a realidade à nossa volta. Minha secretária estava preocupada, pois ouvia rumores de uma reunião importante da qual eu deveria participar. Disse a ela que estava tudo bem e que já me dirigia para o local da reunião. Clara percebeu com quem eu falava e fez sinal para que parasse por um instante:

- Diga a ela, que o arquivo que me enviou na semana passada foi perfeito. Fico muito grata - Clara, falou de maneira intrigante.

Repassei o recado me levantando e saindo em direção a uma saleta longe da mesa do café. Perguntei sobre o tal arquivo e minha secretária não pode responder de forma esclarecedora. Mas, como se já soubesse o que havia ocorrido, disse que estava orgulhosa de trabalhar comigo. Agradeci e desliguei contrariado.
Sentando-me à mesa, olhei indagador para Clara.
- Que arquivo? - falei de forma rude.

- Sua vida. - ela respondeu sem me olhar.

- Como ousa... - ela me interrompeu se levantando e espalmando as duas mãos sobre a mesa, virando uma xícara de café.

- Ouso o quanto quiser - Clara parecia furiosa. Ouso, pois minha vida foi feita de sacrifícios e ousadias. Ouso, pois não vim ao mundo para ser uma pessoa qualquer. Tenho sonhos e desejos pelos quais luto lealmente. Nunca usei de artifícios condenáveis para conseguir o que quero. Mas quando estou determinada a atingir um objetivo luto e uso as armas que possam ser utilizadas. Mas, jamais! Jamais faria mal a quem quer que seja. Entendeu? - finalizou com o indicador em riste e lágrimas nos olhos.
Procurei ficar calmo, sem desviar o olhar fixo que mantive no olhar dela. Bebi um pouco de café e passei mais geléia em uma torrada. O ar foi ficando mais leve. O semblante de Clara tornou-se calmo e plácido. Ela sussurrou desculpas. Permaneci como estava. O olhar fixo no dela e uma decisão tomada segundos antes, logo após o destempero de Clara.

Conhecia aquela pessoa. E era do tipo que você se interessa e depois paga uma conta muito pesada. Engendrou uma trama que estaria me levando até que ponto? Seria ao ponto em que eu pretendia chegar em minha vida? Era o sexo a nortear aquela situação inusitada? Um belíssimo par de olhos e uma sensualidade estonteante a me guiar?

Perguntei onde estava minha roupa e se poderia tomar um banho. Clara, de volta àquela gentileza cativante, pegou em minha mão, levando-me até ao seu quarto. Apontou para as roupas e mostrou-me a luxuosa suíte. Um requinte digno dos mais bem sucedidos empresários. Ela saiu e falou para que ficasse a vontade.
Tomei uma ducha rápida. O que tinha a fazer precisava ser feito logo. Vesti as roupas e liguei para o escritório. Como eu suspeitava a secretária não atendeu ao telefone. Na verdade deveria estar a caminho da reunião que aconteceria ali. Ótimo - pensei.

Desci, passando próximo ao escritório, e pude ouvir a voz de Clara conversando com algumas pessoas. Fui para a imensa cozinha da casa e pedi um copo com água, com a desculpa de que pretendia tomar um remédio. Visualizei a saída de serviço. Rondei pela cozinha como se estivesse acelerando o efeito do suposto remédio, e bebi aquela água com muita lentidão e drama. A copeira, com ar preocupado, saiu. Era a deixa. Com certeza foi alertar a patroa sobre meu suposto mal estar. Já não mais adiantava, pois ganhei a rua arborizada e o táxi - que chamei, tão logo identifiquei que minha secretária não se encontrava no escritório - me aguardava no local combinado.

- Senhores, boa tarde - Clara iniciou a reunião com duas horas de atraso - desculpem a demora, mas fatos relevantes mudaram o rumo de minha vida e desta empresa. Nos planos que havia traçado para este dia, constavam uma profunda reestruturação na diretoria executiva; a abertura de capital e a chegada de novos sócios; e também um desligamento de minhas atividades operacionais, ingressando no conselho de administração que se formaria. Sim, se formaria. Todos os planos serão revistos e as metas reavaliadas. Recebi uma carta de demissão do nosso diretor financeiro, que era peça fundamental na reestruturação que estava em curso. Ele seria o Diretor Presidente da nova empresa que se formaria, com todos os poderes delegados por mim e pelos demais sócios. Infelizmente, para nós, motivos pessoais o afastaram de nossa empresa. Lamentamos. Agora, a nova sociedade que estava em andamento deverá fazer novos estudos para redefinir o modelo administrativo. Repito que nosso diretor financeiro era peça fundamental em nossa administração. Conto com a compreensão de todos e peço que mantenham o empenho para que continuemos a liderar o nosso ramo de atividades, como vem sendo até aqui. Obrigado a todos.
Clara saiu apressada dos jardins onde havia montado toda a apresentação daquele dia frustrante e foi direto para o seu quarto ler o e-mail da minha demissão. Chorou muito e, relutante, fez a ligação que pedi fosse feita quando tudo estivesse terminado.

- Sou eu, Clara - a voz embargada.
- Foi tudo muito agradável, Clara - eu disse com carinho. Mas você não tem o direito de dirigir as coisas da forma como fez. As pessoas não são peças de xadrez. A vida das pessoas não é um tabuleiro do jogo, em que você pode colocá-las onde bem entender. Ou, uma história mal escrita e confusa com a qual você se diverte e desdenha dos próprios sentimentos. Não me deixo impressionar por posições e poder. Faço disso apenas um trampolim para adquirir meu sustento e obter, apenas, o que me basta. O mais é amor ao ofício e dever ético. Nada mais. Ninguém sabe de nada, Clara. Não acredito em tudo que me dizem, apenas por vir de quem vem. Acredito, sim, na história das pessoas. E a sua chega a impressionar. Mas você se confundiu. Você acredita que pode tudo em nome de suas melhores intenções e de uma história que a qualifica. Pois bem, não é assim. Uma vida é digna, por aquilo que vale para cada um. E quando alguém faz sua vida valer a pena, jamais permitirá que outros, seja por que motivo for, tomem de suas mãos as rédeas. Eu quase ia me esquecendo disso, Clara. Impressionei você, pelo amor que tenho pela vida que construí. E você pretendeu reconstruir algo que nunca serei, e nem pediu licença. O seu amor pela minha vida vai perdurar. Pois ela é uma história bem escrita, que nunca se apagará, pois é única e verdadeira e não parte de uma ilusão ou fantasia. Peço desculpas pelo que não pude ser para você, mas fico feliz pelo que sou para a vida: Eu mesmo. Assim! Simples. Sem limites para viver como eu achar conveniente. Seja feliz e acabe este jogo como se tivesse dado empate. Nem eu, nem você. Adeus, querida.

(autor: Anselmo Verissimo)