quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Do tempo e do sentimento.

A chuva acariciava a pele quente.
A brisa morna trazia o aroma das flores,
Misturando-se com o perfume dos corpos ardentes.
Os sons ecoavam suaves e fascinantes.


Os pensamentos se confundiam entre prazer e medo.
O inesperado, o novo, a surpresa.
A descoberta transformando uma calma infinita
Em volúpia, entrega, paixão.


Os sabores se encontrando,
Os contornos absorvendo o desejo,
O coração em arritmia.
Toda uma vida, por um dia.


Lucidez e vibração.
Tremores, absolvição.
Carinhos, tentação.
Amor, ilusão.


(Anselmo Veríssimo)

3 comentários:

  1. O que dizer desse poeta que desnuda a alma em versos?
    Parabéns, uma sensibilidade afinada e sutil!
    bjus

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  2. Vislumbrei toda a cena ...Que descrição! Que intimo e pessoal....
    E imagino onde ela poderia ter se passado....Que tal a orla de Piratininga?...
    Adorei, muito bom!

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  3. Passei e não resisti à leitura... Fui até o fim...Vc é um homem de múltiplos talentos! parabéns, Anselmo!

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