domingo, 21 de fevereiro de 2010

O poeta das cavernas infindas de sentimentos e contradições.

Nossa! Acho que esse título foi fundo demais (rs). Porém, nada melhor me ocorre. Meu tema: Cazuza. Na verdade, a música do Cazuza.
Gosto dos que falam das coisas que vivem ou viveram. Fantasias são pertinentes e, por vezes, relevantes. Mas sou feito na fornada daqueles que gostam de entender pela experiência. Prefiro saber muito sobre poucas coisas, a saber pouco sobre muitas coisas. E isto me torna bem ignorante sobre muitas coisas...(rs).
Gosto de um bom grupo de discussão, mesmo que a conclusão a que se chegue não leve a conclusão alguma. Vale pela boa conversa, a troca de informações sobre a vida. Infelizmente, sou assim: meio desconcertante, deselegante, contraditório, inculto, ignorante...mas faço a vida acontecer sob minha ótica.
Imagino alguns ícones de antipatias(?), do tipo: Paulo César Lima, Nélson Piquet, Lobão, Noel Rosa, Chiquinha Gonzaga, Renato Russo, Ciro Gomes, Lula, Brizola... pelo amor de Deus! Não estou me colocando em nível de comparação a estas celebridades. Estou citando - referências - pessoas que nunca se importaram com clichês, modo politicamente correto e polidez, para tratar de assuntos que lhes dizem (ou diziam) respeito ou emitir opiniões sobre o que acontece ao seu redor.
Bem, é assim que gosto. Então, gosto do que Cazuza fez com sua arte. Ele tinha cara.
No filme sobre sua vida, a discussão que causou a separação entre ele e o grupo Barão Vermelho se torna, sob meu ponto de vista, o destaque da vida profissional do poeta. Ele queria a liberdade de cantar e fazer música. Não queria só o rock e as baladas. Queria também o samba, o morro, a rua. Queria a cultura e o lugar de coisas verdadeiras, não importando sob que forma de som ou ponto geográfico: se samba e morro ou praia e rock. Ele queria a poesia das coisas de verdade, dos sentimentos humanos mais temidos: a perda, o mêdo...vejam, Cazuza cantando a poesia de Cartola. Uma história ocorrida na vida do poeta da Mangueira.

Quem viu o filme lembra de outra cena em que Cazuza, e Bebel Gilberto criam: "Eu preciso dizer que te amo". Existe um momento em que divergem sobre uma frase. Cazuza se retira. Alguns minutos depois retorna com a frase chave da música. A letra retrata um cotidiano de amor, ternura, entrega e renúncia. Coisas, que bem sabe quem as viveu. Ouçam a gravação original da composição. A que foi levada para o filme. É linda!

E assim o poeta foi destilando sua angústia, vivendo sua vida (...louca vida...) sob a regência dos seus sentimentos (só, e apenas seus), mas que resolveu expor ao julgamento de todos, pouco importando a ele o que dissessem. Afinal, quem tinha o que dizer era ele.

Então! É como acontece. Tem pessoas com as quais você senta e aprende em horas de prosa. Elas vão ali, "contando casos, besteiras..." e nós, a viajar nos contos, letras de música e poesias, que muito nos valem quando nelas nos encontramos ou nos perdemos.

Mas sempre haverá um outro poeta que saberá dizer algumas coisas de dentro de nós que nos eram desconhecidas. E aí, é hora de abri a porta e sair de novo pelo caminho, buscando. Sempre será tempo de novas buscas ou de novos caminhos. Ou ainda, de novos poetas!

UM FORTE ABRAÇO, MEU QUERIDO CAZUZA! E VOCÊ TINHA MESMO RAZÃO: "O NOSSO AMOR A GENTE INVENTA".

É! Está dito.

Bom domingo a todos.

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