domingo, 7 de março de 2010

Amor que tanto amei (questionamentos).

Pela casa, ruas e esquinas,
Tua presença ronda minha existência.
E com frequência, assusto-me,
Tentando lembrar quem fomos nós.

Não acho o ponto em que ficamos ali,
Parados no tempo.
E que tempo?
Em que tempo?

Não vejo mais, no espelho,
Briho algum de um olhar que foi luz.
Ardem chamas de angústia e dor,
Naquela imagem desfocada e incolor.

Em qual canto repousam teus suspiros de ternura e prazer?
Onde encontro o ar, que trará teu aroma de sedução e encanto?
Quando encontrarei a ti, amor que tanto amei?
E como encontrarei, em mim, o amor que tanto esperei?

(Anselmo Verissimo)

Um comentário:

  1. Puxa... chega doer o coração... Mas bobagem! Os corações apaixonados doem uma dor duida pois se assim não o fosse, não estariam apaixonados!
    Bonitinho né mesmo?...rs
    Adoro vc C.P.!!
    bju

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