quinta-feira, 29 de julho de 2010

Assim.

Sou louco,
Torto,
Sou tanto,
Tão pouco;

Também sou vivo
e um tanto morto.
Alguém esquivo
do amor do outro;

Mas, sou mar,
ar, vento e ilusão.
Venho aqui , vou lá,
Viajo no meu coração;

Guiou-me uma estrela
Forte, encandescente.
Levou-me a uma ilha,
Recanto de amor ardente.

Agora, estou só.
Mas inteiro.
Na garganta, um nó.
No meu corpo, teu cheiro.

(Anselmo Verissimo)

5 comentários:

  1. Quisera poder ser o que te acalenta e consola; te faz rir e descansar. Quisera ser o que te contempla, antes do esperas que te complete, porque nem sei como completar. Quisera ser a ilusão concreta, palpável, real, que faz do sonho uma possibilidade, uma perspectiva de vida banal, real, mas vida... feliz.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Hummm...meu querido, cheire um pote de sementes de café e estará pronto para novos aromas. Te quero feliz, seja como for. Bjs.

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  4. Faço minhas as palavras de todas as respostas acima...rsrs. Sua poesia me lembra a frase de uma música: "...meu coração, embora finja fazer mil viagens, fica batendo parado naquela estação... "
    Beijos!

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  5. bom esta aqui de novo e poder dizer: Lindo texto...mestre!
    bjussss

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