terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Ao Senhor.

Não me atrevo ao mêdo:
O mêdo, nunca me deu o que comer.
Não me atrevo ao luxo:
Não me faz melhor, junto ao meu semelhante.

Esqueço a vaidade que infla.
Me curvo ao sábio, que a tudo olha, e sorri,
Sabendo que a vida nos tira das feições,
Acrescentando ao coração dos que aprendem.

Desço aos mais fracos e com eles repouso.
Quero seu aconchego e carinho,
Pois a coragem dos fracos reside no seu amor à vida.
Apesar dos covardes!

Me dê água e um pouco de pão.
Sombra e um abrigo, quando frio.
Sol, vindo do oriente com sabedorias,
E as chuvas, que revitalizam o solo que nos alimenta;
Dá-nos a paz...

(Anselmo Verissimo)