terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Entendeu, né?

Já imaginou se experimentássemos metade do que pensamos que sabemos? Já pensou? Pare e pense um pouco. Seríamos, quem sabe, quase um deus. O deus todo poderoso do saber, que a tudo vê e pode.
Engraçado é que pode-se dizer uma batelada de coisas idiotas, e os inteligentes (?) interlocutores, não as entendendo, curvarão à pouca sapiência que possuem, tornando-se pobres inocentes atentos a numa besta, um ser bestial. Lembram dos discursos de Hittler? (vejam o vídeo do Fábio Rabin...rsrs...magnífico exemplo...genial, o cara!). E assim vem acontecendo neste pobre início de século XXI. É a "bestalidade" da "bestialidade".
Fale! Fale muito, de forma que nem mesmo você entenda o que está falando. Depois pare, olhe fixo para cada um daqueles que o ouviam e faça aquele poderoso olhar do "entendeu, né?". O que virá em seguida pode ser comparado a aplausos frenéticos. A pessoa dirá, entre surpresa e descomposta: "não...é...sim, claro! Perfeitamente. Você tem toda razão." Algo assim meio que...entre um papo cabeça do Gil com o Caetano ou o Galvão Bueno querendo mostrar conhecimentos de futebol. Ninguém entende nada. Mas os caras estão por aí, "dizendo".
Acho que é por isso que o Faustão conduz a ética e moralidade política dos seus super, máximos e perfeitíssimos "artístas-amigos-convidados", não os deixando falar. Imagina se um cara desses fala algo lógico e claro? O Fausto tá ferrado. Talvez, por este motivo Djavan, Lulu Santos ou Chico não sejam mais convidados para o programa dele. Será!? Hum, acho que ainda tem gente pensando por aí.
Pensamentos...Aos que pensam e não se encucam, meus fervorosos aplausos. Agora! Se você não entendeu nada do que tentei dizer...Não se preocupe! Estamos aí, na média. O importante é o charme do "entendeu, né?".
Beleza? Vou encerrar. Entendeu, né?
Brinque com isso. É divertido. Mas, cuidado. É sério, também.
O motivo deste tema? Assisti ao desfile de uma das escolas de samba, sem o som da tv. Não entendi nada do que passava pela avenida. Mas, se estivesse ouvindo o Luiz Roberto, a Glenda, o Haroldo e toda turma do plin plim...rs.
É! está dito.
Ah! Quase me esqueço. Nesta tocada do que falamos aí em cima, segue um vídeo fantástico de um acervo pouco pesquisado. Na época, ninguém entendeu muito. Mas eram bons demais. Eles não entenderam por que não eram entendidos e se foram...
NOVOS BAIANOS

Pelos bailes que a vida dá!

Máscara...
Máscara viva de trapaças,
Máscara envolta em arruaças,
Arruaças de máscaras que não cabem em ti.

Máscara, que sempre a deixa desnuda na praça,
Escondendo-se de quem nem te vê quando passas,
E ainda assim a faz disfarçar-se, de ti...

Máscara...
Que usas pra sempre como carapaça,
Entendo que ainda uma vida na basta,
Por que mais do que tu...
É a vida que passa.

(Anselmo Verissimo)