segunda-feira, 15 de março de 2010

Metáfora das águas.

O mar! Um mergulho.
Braçadas vigorosas.
Ondas espumosas e quentes
E um mergulho inconsciente.

Alegria, ar, energia.
Sedução, melodia, magia.
Encanto que aprofunda a vital
Necessidade de conhecer o inusitado...o perdido.

O ar, rareando nos pulmões.
Visões magníficas e deslumbrantes.
Forte pressão, imprimindo dor e sofrimento.
Vigor, força e tensão em busca do descobrimento.

Há uma vida infinita e mutante,
Translúcida, colorida, esquiva.
Beleza e eternidade...malícia predatória
Em busca do sal, da vida...

Enorme convulsão se alastra
E a anatomia humana reclama,
Mas a inconsciência alivia toda dor.
O mergulho continua determinado, buscador.

Reagem as células e moléculas débeis.
A visão é turva, mas o deslumbre a aguça.
Uma busca infinita, potente e sacrificante
Eleva a alma a um desconhecido edificante.

Vai mergulhador!
Descobre, sente e vive.
Avance pela profundeza natural.
Encontre, o verdadeiro tesouro.

(Anselmo Verissimo)


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