sábado, 3 de abril de 2010

O suficiente.

O que se passa na vida de uma pessoa pode ter várias definições. Algumas coisas, constroe-se. Outras são fruto de conspirações para que aconteçam. Se dão por acaso. Ou seriam obras do destino? Há quem afirme que faz parte de um pensamento lançado ao universo. Um poder não detectado, tão pouco controlado. Supondo que tudo isso seja real e que o ser humano possui tal capacidade, com que parte deste "sobrenatural" devemos nos preocupar"? Sendo os nossos desejos que estão em jogo, não devemos nos preocupar com nada, certo? Não. Não sei! Acho que aí reside a substância. Se não estivermos realmente capacitados para receber aquilo que desejamos, a vida pode tornar-se um desastre completo. E chegaremos a uma conclusão constrangedora de que tínhamos o que nos era bastante. Aliás, gosto muito dessa palavra: bastante. De pronto, alguns poderão pensar em uma ordem de grandeza quantitativa, digamos assim. Refiro-me ao adjetivo, não ao advérbio. Segundo o dicionário Houaiss: "Bastante adj. Que basta, que satisfaz, que é suficiente" . Podemos nos tornar reféns de nossos desejos e vivermos uma vida de paz e tranquilidade, ou...

É comum se pensar em conforto financeiro, luxo, posição social, enfim...Nada contra tais ambições. Mas que sejam uma condição natural à evolução do ser humano. Porque não? Temo, que muito daquilo que se deseja seja concedido como lição e não como prêmio. Um alerta para que se tenha cuidado com a vida, com o próximo, com a realidade do mundo.
Contam-se histórias sobre pessoas que abandonaram tudo que possuíam e foram em busca de um "sonho novo": viver em paz! Abdicaram de roupas caras, carros bonitos, condomínios de alto luxo. Passaram a viver com o que lhes era suficiente e dispuseram de tempo para dedicarem-se à vida. Encontraram alternativas para mudar a realidade que os rodeava, usando seus conhecimentos em prol da qualidade de vida de outros.
Desejos, pensamentos expressos ou não, destino, acaso, sorte, azar. Existe um sem número de possibilidades. Mas, seja qual for a que escolher, lembre-se: busque a paz de espírito e cumpra seu dever com honra e dedicação. E agradeça. Seja a Deus, Alá, Buda, Oxalá..enfim, de acordo com sua crença. Mas se não tem nenhuma e sua vida é afortunada, agradeça a você por ser quem é.

De toda forma a vida está aí para que possamos aprender. Que essa janela não seja desperdiçada e tenha grande utilidade para a humanidade.

É! Está dito. Muito obrigado.