segunda-feira, 10 de maio de 2010

Silêncio e palavras.

A palavra.
Marca de uma expressão incerta,
Dita por uma voz encoberta
De paixão, ódio, rancor.


Sua ferida arde.
A dor lancinante retorce os sentidos,
Derrubando aquela que lhe deu ouvidos
E esqueceu por instantes o amor.


Coração estraçalhado.
Palavras esmagadoras e desprovidas,
Faz emudecer e sucumbir a pessoa mais querida
Que se encolhe e amedronta em terror.


Fala, coração, a tua palavra.
Diz de tua força e dor silenciosa.
Acarinha, acalenta e protege aquela flor mais preciosa.
Grita de uma vez, todo teu amor.


(Anselmo Verissimo)