sábado, 8 de janeiro de 2011

Ilha e solidão!

Amor,
Ventos e tempestades,
Sonhos, silêncio,
Pavor e saudade.

A carne viva,
Em sal e suor,
Lembra que cada segundo
Provém da dor.

Dor silenciosa
De uma vida farta em ar e brandura.
Dor viril, da caça incessante
Pelo alimento, pela cura.

A ilha encolhe,
Expreme, alimenta,
Mantém firme a dor.
O silêncio, ensina.

O tempo,
A vida,
O sentimento,
A partida.

Deixar ir e voar.
Amar a dolorosa separação.
Ir junto com a solidão.
Encontrar a razão.

(Anselmo Verissimo)


2 comentários:

  1. Linda poesia... o tempo , a vida... partida... razão... eh... linda mesmo!
    bju

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  2. Como se despedir de um amor que decidimos ter? Como pensar em solidão, quando resolvemos enfrentar a fúria da realidade e do vendaval que bane tudo o que é esperança de vir a ser? Como desacreditar de um amor em paz; de um amor feliz apenas por ser amor? Somos fracos, eu sei. Abrimos mão das possibilidades em troca dos padrões determinados pela cultura e pela sociedade. E seguimos assim, achando que quanto mais seguirmos os padrões, mais felizes seremos. Que Deus nos proteja de nós mesmos.
    Bjs.

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