sábado, 30 de abril de 2011

Saudade de mim?

Prá que saudade de mim?
Estarei sempre por aí a passear
Em teus pensamentos,
A rolar nos teus lençóis macios,
Nos sonhos da tua noite fria e vazia
Acompanhada apenas pelo luar triste
A iluminar teu leito.
Prá que saudade de mim?
Olhe bem ao teu lado, na cabeceira.
Te deixei a aliança onde dizia:"te amo".
É tua medalha, tua glória.
Não deixará que te esqueças
Que não precisas ter saudade de mim...
Pois que fui posto a pó, nos dias mais felizes de tua vida,
E pelos cantos me depositei, apenas para que não te incomodasses.
Não tenhas mais saudade de mim.
Ando por aí, em todo lugar, me escondendo de te encontrar.
Tirando, de todo, o tempo que foi teu lugar no meu coração.
Não! Não tenhas nunca, saudade de mim.

(Anselmo Verissimo)

terça-feira, 26 de abril de 2011

Postagem do Blog Revista-Esportiva

http://revista-esportiva.blogspot.com/2011/04/urubu-malandro-x-guerreiros-tricolores.html

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Revista Esportiva

Hoje, na Rádio em Revista, www.radioemrevista.com.br, você ficará por dentro das notícias do esporte no fim de semana. REVISTA ESPORTIVA, HOJE ÀS 19:30...NÃO PERCAM. ESTAREI LÁ!!!!!!!!!

Acessem e divirtam-se com a mais simpática equipe de comentaristas da rádio web. Leiam nosso blog:
http://revista-esportiva.blogspot.com/.


FORTE ABRAÇO A TODOS.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Infinita dor.

Dor. Perda. Inconstância. Insegurança.
Fim de linha, desencontro.
Encanto efêmero, deslumbramento contido na decepção.
A vida se foi.
O suor! O cheiro ainda impregna o ar.
O sangue faz lembrar o desenlace fatal.
A traição. Covardia. Doença de amor e orgulho ferido.
Dor. Perda. Inconstância. Insegurança.
Esfacelamento de vidas harmônicas e felizes,
Desencanto, desespero, tristeza, angústia, amargura.
O resultado do bem é o castigo do mal, que ignorante
Se prende ao egoísmo do sentimento não correspondido e do amor perdido.
O escurecer da inteligência causa sequelas irreversíveis que mudam toda uma vida.
Todas as vidas.
Dor. Perda. Inconstância. Insegurança.
Sentimentos indecifráveis, antagônicos a uma vida singela,
Simples e de valores puros e cristalinos.
Sorriso pálido, ou apagado, a pedir socorro pelo abraço perdido.
Silêncio que grita no fundo da alma pela companhia que não mais terá.
Que partiu, ceifada intempestivamente, sob a violência de violenta emoção.
Que emoção? Maldade.
Dor. Perda. Inconstância. Insegurança.
Agora é só pesar. Saudade. O fim.

(Anselmo Verissimo)

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Fotografia na tela.

A fotografia insinuava-se na tela,
Criando uma sensação de calor e êxtase.
O sorriso inebriante mantinha o descompasso
Na respiração e aumentava aquela sensação estranha
De ansiedade e medo, insegurança e prazer.
Era uma fotografia na tela. Mas, viva.
O olhar era vivo.
O colo irradiava força, acolhimento, despertava o desejo
E fazia secar a boca, fustigando a calma.
O olhar!
Era vivo.
Mas era uma fotografia na tela.
Uma imagem que trazia, tão próximo, o futuro.
Qual futuro?
Quão bom pode ser o tempo depois?
Em que momento aquela imagem irromperia no abraço perfeito,
No encaixar milimétrico de duas almas? Duas vidas?
Vida?
Era um sonho.
Uma fotografia na tela.
Uma imagem bela,
Na tela e no desejo que aproxima, despertando o nosso interior
Para as mais profundas necessidades do outro. Daquele que,
Mesmo ausente, nos fornece o mapa de nossa mudança,
O abandono de nossos medos e a alegria contida por nossas angustias.
A tela.
A imagem bela. Ela,
A encantar o presente com sua luz que ilumina o futuro.
Futuro! Na tela...uma fotografia tão bela.
Um rosto harmônico, feliz.O carinho intrínseco no conjunto daquela
Imagem viva e atraente.
O perfume a passear pela mente,
Produzindo a sensação de suavidade da tez, nos lábios.
A imagem.
A tua imagem! Que hoje desenho em meus pensamentos e
Que faz meu coração se alegrar.
Você, que num passe de mágica, saindo da tela, adentrou
Ao meu mundo, fazendo pulsar músculos nunca percebidos...
Aquela tua imagem que nunca cri ser a verdade mais cristalina,
O sonho mais vivo e o desejo mais querido,
É o sentido, que faz girar a roda da vida.
Da minha vida.
O teu querer é o meu alimento. A tua presença o meu sentimento.
E o sonho, uma realidade a se desenhar na tela.
Naquela tela, tão bela.
Tão minha...nossa.
A tela da vida, que me trouxe você.

(Anselmo Veríssimo)