terça-feira, 19 de abril de 2011

Infinita dor.

Dor. Perda. Inconstância. Insegurança.
Fim de linha, desencontro.
Encanto efêmero, deslumbramento contido na decepção.
A vida se foi.
O suor! O cheiro ainda impregna o ar.
O sangue faz lembrar o desenlace fatal.
A traição. Covardia. Doença de amor e orgulho ferido.
Dor. Perda. Inconstância. Insegurança.
Esfacelamento de vidas harmônicas e felizes,
Desencanto, desespero, tristeza, angústia, amargura.
O resultado do bem é o castigo do mal, que ignorante
Se prende ao egoísmo do sentimento não correspondido e do amor perdido.
O escurecer da inteligência causa sequelas irreversíveis que mudam toda uma vida.
Todas as vidas.
Dor. Perda. Inconstância. Insegurança.
Sentimentos indecifráveis, antagônicos a uma vida singela,
Simples e de valores puros e cristalinos.
Sorriso pálido, ou apagado, a pedir socorro pelo abraço perdido.
Silêncio que grita no fundo da alma pela companhia que não mais terá.
Que partiu, ceifada intempestivamente, sob a violência de violenta emoção.
Que emoção? Maldade.
Dor. Perda. Inconstância. Insegurança.
Agora é só pesar. Saudade. O fim.

(Anselmo Verissimo)