domingo, 10 de julho de 2011

Ciclos.

Madrugada dura, crua de sentimentos.
Dura nas palavras insanas,
Ditas do fundo da alma enlameada de vergonha e furor.
A calma levada em uma nuvem negra de abandono, desprezo e solidão (a dois, como escreveu Cazuza). Frio, sono, medo, desejo e clausura.
Preso dentro do orgulho e da vaidade;
Livre na indelicadeza infeliz das crueis palavras ditas em um suicídio louco.
Matar o próprio amor, o amor próprio.
Mergulhar no vazio de um isolamento absoluto,
Nas recordações cortantes e amargas dos melhores dias que jamais serão.
Refazer caminhos, em busca do nada.
Recriar dias que passaram invisíveis, quase desnecessários...
E agora vitais.
Caminhos da vida...dia após dia...
renascer, esperar...esperança.
Verdades divinas escritas pela pena fiel e soberana.
A roda da vida torna a girar...o ciclo se completará.
Estará de volta quem deve voltar.
Tomará a longa estrada quem deve se afastar.
Serenidade, resignação, sobriedade e calma.
Fé e confiança.
Crer.
Amar.
Sempre.

(Anselmo Verissimo)