quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Um abraço amigo.

Havia quase esquecido desse meu espaço. Um recanto que me foi companheiro em momentos de grande dificuldade e pesar.

Tantas mensagens, pensamentos.

Noites e dias inteiros aqui escrevendo, colando vídeos e fotos com textos e comentários. Alguns legais e engraçados. Outros, desastrosos. Mas foi um bom companheiro daqueles tempos. Sem reclamar do mal humor. Apoiando, apenas. Se não podia ajudar ficava ali ao lado, quieto. Pronto a amparar se necessário fosse.

Foi assim que construí esse espaço. Com algum suor, um pouco de lágrimas, sentimentos à flor da pele e muita compreensão de quem o visitou e apoiou.

Não tenho muito tempo para ele, hoje em dia. Mas ontem o filme "Marley & Eu" me fez lembrar desse meu blog, por conta de uma postagem que fiz quando meu Thor se foi. Engraçado, duas saudades e um reencontro. No Facebook postei que "a saudade pelo menos faz o coração bater mais forte". Uma amiga disse que pensa ao contrário: " a saudade faz o coração bater mais fraco, o reencontro faz o coração bater mais forte". Pode ser - eu disse.

Voltei aqui! Quem sabe pela última vez. Ou, pela primeira vez em um novo tempo, após um reencontro tão desejado. É, quem sabe? Novas formas e motivos para se expressar. Outras visões. Outras lições aprendidas a compartilhar. Alguns questionamentos a lançar. Críticas a ouvir e ensinamentos a absorver. Nova janela se abrindo para horizontes imaginados e agora descobertos. Ou, re-descobertos.

Enfim, como aquele grande amigo do qual ficamos distantes por longo tempo ele continua aqui, tranquilo e disponível, pronto a estender a mão. Quem sabe agora possamos sair por aí em longas farras, bebedeiras intermináveis numa eterna comemoração à vida e suas nuances que nos tornam melhores a cada dia.

Abraçar esse amigo e dizer da minha saudade é o primeiro passo. Lembrar os momentos que vivemos juntos é a minha homenagem a ele. O resto...bem, um amigo é sempre um amigo e nunca nos faltará...assim como nós não lhe faltaremos...como disse "o poetinha":

Soneto do amigo

Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...

(Vinícius de Moraes)

É! Está dito. Muito obrigado.

Feliz Natal e um grande Ano Novo.